16 múmias (e um cachorro) são encontrados em tumba egípcia usada por 300 anos
Pelo menos 20 pessoas foram identificadas em uma mesma câmara funerária (TT 209) da Necrópole Tebana, perto da atual cidade egípcia de Luxor.
O espaço foi utilizado por cerca de 300 anos e conta com mais de 400 túmulos.
Os restos recém-encontrados incluem 16 múmias e um depósito com vestígios de pelo menos outros quatro indivíduos, que ainda estavam acompanhados por um cachorro mumificado.
O conjunto foi analisado por pesquisadores da Universidade de La Laguna, da Espanha, e seus resultados foram detalhados na última segunda-feira (17) na revista Frontiers in Environmental Archaeology.
“O estudo detalhado dos corpos não indica nem acúmulo caótico nem perda do ritual original ao longo do tempo.
Em vez disso, havia uma lógica espacial na qual cada nova deposição era adaptada à presença de corpos anteriores — uma espécie de memória funerária nos processos de reutilização”, afirma Jared Carballo-Pérez, primeiro autor do estudo, em comunicado.
Em sua análise, a equipe ainda sugere que a câmara era constantemente reorganizada ao longo dos séculos, sendo totalmente adaptada às novas pessoas que chegavam para serem enterradas no local.
Em vez de simplesmente ocupar qualquer espaço que estivesse vazio, os responsáveis pelos sepultamentos pareciam ajustar a posição dos corpos e modificar a maneira de usar a área funerária.
Espaço funerário reutilizado por gerações A tumba TT 209 foi construída durante a 25ª Dinastia egípcia, entre 754 e 656 a.C., e continuou a ser usada até o período ptolomaico, entre 305 e 30 a.C.
Nesse intervalo, diferentes grupos retornaram ao mesmo espaço para fazer novos sepultamentos.
Para reconstruir essa história, os pesquisadores escavaram a câmara, fotografaram as múmias e registraram por meio de desenhos e descrições a posição, a orientação e a relação de cada corpo com os demais e com as estruturas da tumba.
Ao todo, foram identificados nove depósitos funerários, incluindo sepultamentos individuais e coletivos, além de objetos associados aos mortos.
Evidências de perturbação e deslocamento afetando dois indivíduos mumificados na câmara lateral 3 Universidade de La Laguna/Jared Carballo-Pérez Nos depósitos mais antigos, os enterros eram mais separados.
Os corpos foram colocados em caixões e acompanhados de outros itens funerários, como redes e amuletos.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em revistagalileu.globo.com — o conteúdo pertence a Galileu.