Enquanto o mundo debate IA, o Brasil constrói a infraestrutura dela
*Por Bernardo Schucman No interior de São Paulo, a poucos quilômetros de Campinas, uma obra em Sumaré resume o momento que o país atravessa.
Ali, a Ascenty ergue o primeiro complexo de data center do Brasil dedicado exclusivamente à inteligência artificial .
Não é um caso isolado.
É a ponta mais visível de um movimento que está transformando o Brasil, silenciosamente, em um dos principais destinos globais da capital que hoje move a corrida da IA.
O tamanho desse capital impressiona.
As chamadas hyperscale, Amazon, Microsoft, Google, Meta e Oracle, devem investir juntas cerca de US$ 725 bilhões em 2026 , montante quase 80% maior do que o gasto em 2025, com três quartos desse valor destinados a infraestrutura de inteligência artificial: chips, GPUs e, sobretudo, data centers .
É dinheiro na escala do PIB de um país médio, e parte relevante dele já tem endereço brasileiro.
Por que o Brasil entrou no mapa A resposta começa na tomada de energia.
Um data center voltado a treinar e rodar modelos de IA consome entre 60 kW e 1.000 kW por rack , dezenas de vezes mais do que um rack corporativo tradicional.
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