Eli Lilly processa seis empresas nos EUA por venda ilegal de retatrutida, mol�cula ainda em pesquisa
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A farmacêutica americana Eli Lilly , fabricante do Mounjaro, abriu seis novos processos judiciais contra empresas dos Estados Unidos por venda ilegal de retatrutida, molécula ainda em fase de pesquisas para tratamentos de obesidade e diabetes tipo 2. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (12) pela empresa.
Segundo a Lilly, as ações miram farmácias de manipulação, clínicas de estética, spas médicos e vendedores online que comercializam o produto alegando que ele seria destinado "apenas para uso em pesquisa" quando, na prática seria vendido para consumo humano.
Diferentemente da semaglutida e da tirzepatida, que atuam em um ou dois receptores hormonais, a retatrutida é um agonista triplo. Ela ativa os receptores dos hormônios GLP-1, GIP e glucagon, envolvidos na regulação da fome, da saciedade, da produção de insulina e do gasto energético.
Nenhum órgão regulador do mundo aprovou até agora medicamentos com retatrutida. A Eli Lilly planeja submeter um pedido de licença de produto biológico para retatrutida à FDA (a Anvisa dos EUA) no 1º trimestre de 2027.
"A retatrutida está sendo estudada rigorosamente como parte de um amplo programa de desenvolvimento de ensaios clínicos", disse David Hyman, diretor médico da Lilly.
"Levamos a sério a responsabilidade de avaliar a segurança e a eficácia de nossos medicamentos em investigação. O que está sendo vendido no mercado clandestino não é um medicamento, é algo totalmente não verificado, não aprovado e que não vale o risco."
Na nota, a Lilly também reforçou o chamado para que plataformas digitais, empresas de pagamento, transportadoras e autoridades atuem contra esse mercado.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.folha.uol.com.br — o conteúdo pertence a Folha de S.Paulo.