XP vê mais espaço para corte nos juros após surpresa na inflação; veja até onde a Selic pode cair
Nada de pausa nos cortes da taxa de juros.
O Comitê de Política Monetária ( Copom ) do Banco Central vai continuar cortando a taxa Selic .
Essa é a nova visão da XP para a política monetária em 2026, depois que a prévia da inflação, medida pelo índice de preços IPCA-15, apresentou dados negativos pela primeira vez em um ano.
A XP apostava em pausa nos cortes da Selic e uma taxa terminal de 14% ao ano em 2026.
Agora, a casa revisou os dados para uma Selic terminal de 13,25% — com possivelmente mais três cortes de 0,25 ponto percentual (p.p.).
"Agora acreditamos que o Copom decidirá por outro corte de 0,25 p.p. na taxa Selic em setembro.
Até 4 de novembro, data prevista para a reunião seguinte, a desaceleração de 2027 estará mais clara e as eleições já terão ficado para trás.
Então, o comitê provavelmente seguirá reduzindo a taxa básica de forma gradual nas reuniões seguintes", diz relatório assinado pelo economista-chefe Caio Megale .
Para 2027, a XP manteve a expectativa de que os juros terminem o ano em 11,5% ao ano, mas agora vê esse patamar chegar de forma mais rápida.
LEIA TAMBÉM: Copom corta Selic para 14% ao ano e deixa em aberto os próximos passos — mas mercado já espera juros menores O que mudou na economia? Até recentemente, a XP entendia que o Banco Central poderia interromper temporariamente os cortes de juros neste ano por causa de riscos para a inflação.
A leitura era que os estímulos fiscais, o mercado de trabalho apertado e as projeções altas de inflação futura estavam pressionando os preços hoje.
Mas dados mais recentes mudaram essa avaliação.
Segundo Megale, em relatório, indicadores de indústria, serviços e varejo têm mostrado uma desaceleração disseminada, que indica que a economia está enfraquecendo.
Ou seja, a população está gastando menos com serviços e consumo.
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