Pastor Lucinho e Lagoinha condenados por discurso sobre beijo na filha: o que se sabe e o que falta esclarecer
Pastor de BH afirma já ter beijado a própria filha na boca, durante culto O pastor Lúcio Barreto Júnior, conhecido como Lucinho, e a Igreja Batista da Lagoinha foram condenados a pagar juntos R$ 150 mil por danos morais coletivos por causa de um sermão em que o religioso disse ter beijado a própria filha na boca.
A decisão, assinada na segunda-feira (5), também determina que o pastor faça uma retratação e que a igreja grave e divulgue o novo sermão.
Cabe recurso. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MG no WhatsApp A defesa de Lucinho afirma que as declarações foram retiradas de contexto e anunciou que vai recorrer.
Veja, ponto a ponto, o que se sabe e o que ainda falta esclarecer sobre o caso: Quem é o pastor Lucinho? O que ele disse no sermão? Por que o Ministério Público pediu a condenação? O que a Justiça decidiu? Por que a igreja também foi condenada? Como deverá ser feita a retratação? O que dizem o pastor e a igreja? O que se sabe sobre a investigação citada pela defesa? O que ainda falta esclarecer? Quem é o pastor Lucinho? Lúcio Barreto Júnior nasceu em Belo Horizonte, tem 54 anos e acumula mais de 2,5 milhões de seguidores nas redes sociais.
Atualmente, atua como pastor na Lagoinha Alphaville, em São Paulo.
Bacharel em Teologia Ministerial e mestre em Teologia, ele dedicou sua trajetória à evangelização de jovens.
Também é autor de livros como “O Manual de sobrevivência para o jovem cristão” e a série “Loucos por Jesus”.
O que ele disse no sermão? As declarações foram feitas em um culto realizado em 15 de abril de 2024, voltado ao público masculino, com o tema “educação de filhos”.
Durante a pregação, Lucinho disse que beijou a filha na boca quando ela tinha 11 anos.
Segundo ele, o episódio ocorreu enquanto a menina estava distraída.
“Quando eu encontrar seu namorado, eu vou falar: você é o segundo, eu já beijei”, afirmou.
Embora o sermão tenha sido feito em 2024, o pastor alegou à Justiça que o episódio narrado ocorreu em 2011, durante uma brincadeira com os filhos.
Por que o Ministério Público pediu a condenação? O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) argumentou que o discurso tinha conteúdo discriminatório de gênero e de incitação à violência sexual contra meninas e mulheres.
Segundo o órgão, as declarações objetificam o corpo feminino, naturalizam a violação do consentimento e reforçam ideias de submissão e posse sobre a mulher.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Minas Gerais.