Competitividade: o mercado melhora, as instituições, nem tanto
Nova edição do ranking do CLP traz Santa Catarina à frente de São Paulo e alertas sobre quadro nacional
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR Santa Catarina destronou São Paulo. Essa é a grande novidade da 15ª edição do Ranking de Competitividade dos Estados, divulgada nesta quinta-feira, 27, pelo Centro de Liderança Pública (CLP). Pela primeira vez desde o início do levantamento, São Paulo não aparece na primeira posição.
O ranking avalia as 27 unidades da Federação por meio de 100 indicadores distribuídos em dez pilares: Infraestrutura, Sustentabilidade Social, Segurança Pública, Educação, Solidez Fiscal, Eficiência da Máquina Pública, Capital Humano, Sustentabilidade Ambiental, Potencial de Mercado e Inovação.
O objetivo é oferecer uma visão sistêmica da gestão estadual, permitindo comparar desempenho, identificar fragilidades e disseminar boas práticas. O próprio CLP apresenta o ranking como instrumento para ajudar o setor privado a avaliar a atratividade relativa dos estados para investimentos.
O levantamento foi concebido pelo CLP em 2011, inicialmente com desenvolvimento técnico da Economist Intelligence Unit. A Tendências Consultoria passou a participar em 2015 e, desde 2021, responde pela concepção metodológica.
A metodologia atual deriva de benchmark internacional e literatura acadêmica especializada e permite comparar não apenas os estados entre si, mas sua evolução ao longo do tempo.
Ao lado da liderança alcançada por Santa Catarina, a conclusão mais interessante da nova edição da pesquisa é que a competitividade brasileira está se desconcentrando e premia estados capazes de evitar grandes desequilíbrios entre áreas de gestão.
Santa Catarina é o melhor exemplo do avanço em múltiplas dimensões. Está entre os cinco primeiros colocados nos dez pilares analisados. Lidera quatro — Segurança Pública, Sustentabilidade Social, Potencial de Mercado e Capital Humano — e saltou do décimo para o terceiro lugar em Eficiência da Máquina Pública. São Paulo caiu para segundo, embora continue liderando Infraestrutura, Educação e Sustentabilidade Ambiental.
No outro extremo está o Rio de Janeiro. O estado ganhou duas posições, mas continua sendo o único representante do Sudeste fora do top 10. Seu problema ajuda a mostrar por que tamanho da economia e competitividade não são sinônimos. O Rio é terceiro em qualificação dos trabalhadores e segundo em produtividade do trabalho, mas aparece em 23º lugar em Solidez Fiscal e tem a pior nota em desemprego de longo prazo e inserção econômica. Tem ativos, mas não consegue convertê-los integralmente em competitividade.
Há ainda movimentos que merecem registro. O Rio Grande do Sul subiu para quarto mesmo depois do impacto das enchentes nos últimos anos Os quatro estados do Centro-Oeste aparecem no top 10.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.