Motorista entra em uma rua alagada, o carro para no meio da água e a seguradora nega o conserto após perícia apontar possível agravamento do risco, mesmo com cobertura compreensiva
Em casos de alagamento, a seguradora analisa cobertura, conduta do motorista e perícia antes de decidir se paga ou recusa o reparo do veículo
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR Um motorista que entra em uma rua alagada e vê o carro parar no meio da água pode enfrentar dificuldades ao acionar o seguro auto. Mesmo quando existe cobertura compreensiva para determinados danos provocados por enchentes , a seguradora pode analisar se a conduta do condutor aumentou a exposição do veículo ao perigo. Nesse cenário, apólice, perícia e circunstâncias do sinistro ganham peso na decisão.
A cobertura compreensiva reúne diferentes proteções em uma mesma apólice, podendo incluir colisão, roubo, furto, incêndio e eventos da natureza. Dependendo do produto contratado, prejuízos relacionados a enchente, inundação ou submersão do veículo em água doce também podem estar entre os riscos cobertos.
Isso não significa que todo carro danificado em uma rua alagada será automaticamente indenizado. Durante a regulação do sinistro, a seguradora verifica a origem do prejuízo, as condições contratadas e a forma como o automóvel foi exposto à água. Alguns elementos costumam ser relevantes nessa análise:
O agravamento do risco entra em discussão quando a seguradora entende que uma atitude aumentou de maneira relevante a possibilidade de ocorrer justamente o prejuízo coberto pela apólice. No caso de uma via visivelmente inundada, a análise pode se concentrar na decisão do motorista de continuar avançando mesmo diante de sinais claros de perigo.
Uma enxurrada repentina, por outro lado, é diferente de tentar atravessar deliberadamente um trecho cuja profundidade e condições já indicavam risco ao veículo. Por isso, a simples presença do carro em uma área alagada não resolve a questão. A seguradora precisa avaliar a dinâmica do ocorrido e os elementos disponíveis para justificar uma eventual negativa.
Não necessariamente. A existência de cobertura para alagamento e uma eventual alegação de agravamento do risco precisam ser confrontadas com as condições da apólice e com a dinâmica concreta do ocorrido. Por isso, a negativa da seguradora deve ser examinada com atenção, especialmente quanto ao motivo apresentado, à cláusula utilizada e às conclusões da perícia.
Entrar em uma pista com uma pequena lâmina de água não representa, por si só, a mesma situação de insistir na passagem por um trecho profundamente inundado. Fatores como visibilidade, velocidade da água, sinalização, possibilidade de retorno e rapidez com que a inundação ocorreu podem modificar a interpretação sobre a conduta do segurado.
A perícia procura relacionar os danos encontrados no automóvel com a entrada de água. Motor, sistema de admissão, módulos eletrônicos, chicotes, componentes elétricos, bancos e revestimentos podem apresentar vestígios capazes de indicar a intensidade da submersão e o que aconteceu antes e depois da parada do veículo.
Além do estado mecânico do carro, registros produzidos pelo próprio condutor podem ajudar na avaliação do sinistro.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.