O menor em 50 anos: casos de malária despencam no Brasil e chegam ao menor nível desde 1978
Uma mudança recente no tratamento da malária pelo SUS coincide com o melhor resultado do país no enfrentamento da doença em quase cinco décadas.
Desde 2024, pacientes podem receber tafenoquina, remédio administrado em uma única dose e capaz de reduzir o risco de a infecção reaparecer .
Até junho deste ano, mais de 33,7 mil pessoas haviam usado o medicamento na rede pública.
O avanço ocorre principalmente no combate à forma mais comum da malária, que pode permanecer de maneira latente no fígado e provocar novos episódios mesmo depois do primeiro tratamento.
A dose única também facilita a adesão, um ponto importante em áreas remotas e comunidades indígenas.
Os efeitos aparecem nas estatísticas nacionais.
Em 2025, foram registrados 118.037 casos adquiridos no Brasil, o menor patamar desde 1978.
O total ficou 15% abaixo do contabilizado em 2024.
A mortalidade também recuou.
O número de óbitos passou de 56 para 39 em um ano, queda de 30% .
Os casos classificados como graves diminuíram 30,7%.
Os dados foram divulgados pelo Ministério da Saúde nesta segunda-feira (17), durante o Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, em Brasília.
A pasta relaciona a melhora não apenas à tafenoquina, mas também à expansão da testagem, do diagnóstico e do acesso ao tratamento.
Desde março de 2026, o medicamento passou a ser oferecido também a crianças a partir de 2 anos e com pelo menos 10 quilos .
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