Pacientes renais denunciam falta de transporte público para hemodiálise em Belém
Pacientes renais enfrentam dificuldades para chegar à hemodiálise em Belém Pacientes com doença renal crônica que fazem hemodiálise em Belém denunciam dificuldades para conseguir transporte até as unidades onde realizam o tratamento.
Moradores de Icoaraci e Outeiro, distritos de Belém, e do bairro da Terra Firme relatam problemas para manter a rotina de cuidados desde a interrupção do serviço.
Segundo familiares, o problema começou após a van disponibilizada pela Prefeitura apresentar problemas, no dia 4 de agosto.
Leia abaixo a nota da prefeitura.
Sem o veículo, algumas famílias afirmam que estão pagando o transporte do próprio bolso ou utilizando ônibus para garantir que os pacientes não faltem às sessões.
O retorno para casa, no entanto, pode ser mais difícil, já que muitos pacientes deixam a hemodiálise debilitados.
Seu Albino é renal crônico, mora em Outeiro e há quase dois anos usava o transporte ofertado pela Prefeitura três vezes na semana para fazer as sessões de hemodiálise no centro da capital.
Segundo a esposa dele, a dona de casa Ana Rosa Oliveira, sem o transporte oferecido pela Prefeitura, a família precisa recorrer ao Uber.
Cada viagem custa cerca de R$ 50.
"As vezes quando eu fico esperando, pegamos por R$38, R$ 40 e assim vai.
Meu coração fica a mil, estou tirando dinheiro de onde eu não tenho", desabafa.
A hemodiálise é um tratamento essencial para pessoas com doença renal crônica.
O procedimento utiliza uma máquina para realizar parte das funções dos rins, como retirar do sangue substâncias que deveriam ser eliminadas pelo organismo e o excesso de líquidos.
O tratamento precisa ser realizado de forma contínua e, em muitos casos, várias vezes por semana.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Pará.