Medo de fraudes impede expansão de pagamentos digitais em PMEs brasileiras
Todas as pequenas e médias empresas (PMEs) brasileiras ouvidas por um estudo da Mastercard já aceitam pagamentos digitais, mas o medo de fraudes e ataques cibernéticos se tornou um freio ao crescimento do setor.
O levantamento é o Mastercard 2026 SME Cybersecurity Outlook, conduzido no segundo trimestre de 2026 com 2.400 proprietários de PMEs e tomadores de decisão em 12 países da América Latina e do Caribe (LAC).
No Brasil, 57% dos empreendedores entrevistados apontam o receio de fraudes ou ataques virtuais como uma das principais barreiras à expansão dos pagamentos digitais.
A pesquisa ouviu 200 tomadores de decisão no país, com margem de erro de ±6,9% e nível de confiança de 95%.
Leia também: Empresas brasileiras atrasam modernização em 43% apesar do avanço da IA Adoção digital avançada, proteção ainda desigual A maturidade digital das PMEs brasileiras é elevada: 82% afirmam que mais da metade de suas vendas já é realizada por meios digitais ou sem dinheiro em espécie.
Ainda assim, 30% das empresas ouvidas no país não têm nenhum plano de resposta ou recuperação para incidentes cibernéticos; outros 44% contam com um plano formal.
Na região como um todo, o quadro é similar.
Entre as PMEs da América Latina e do Caribe, 97% já aceitam pagamentos digitais, segundo o estudo.
Mesmo assim, 51% delas apontam o medo de fraudes ou ameaças virtuais como o principal obstáculo para ampliar o uso dessas soluções.
Os efeitos práticos aparecem nas decisões de negócio.
No Brasil, 33% dos empreendedores afirmam que o receio de ameaças virtuais já desacelerou ou interrompeu o uso de ferramentas digitais.
Nos últimos 12 meses, 38% adiaram a adoção de novos meios de pagamento por causa desse medo, 28% postergaram a expansão geográfica e 27% adiaram iniciativas de marketing digital e parcerias.
Na América Latina e no Caribe, 40% dos entrevistados afirmam que preocupações com cibersegurança já reduziram ou interromperam o uso de ferramentas ou pagamentos digitais.
Quase um terço adiou planos de expansão do comércio eletrônico ou de entrada em novos mercados.
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