Correios fecham 1º semestre de 2026 com prejuízo recorde de R$ 5,55 bilhões
Correios fecham 1º semestre de 2026 com prejuízo recorde de R$ 5,55 bilhões Os Correios fecham o primeiro semestre de 2026 com prejuízo líquido de R$ 5,55 bilhões, resultado 30,4% pior do que os R$ 4,26 bilhões registrados no mesmo período de 2025.
Os números foram divulgados pela empresa no sábado (29), nas demonstrações financeiras do 1º semestre, e marcam o 16º trimestre consecutivo de déficit nas contas da companhia.
O principal fator de deterioração dos resultados do Correios foi o salto nas despesas financeiras , que avançaram 179%, de R$ 590 milhões no primeiro semestre de 2025 para R$ 1,6 bilhão em 2026.
O aumento reflete os juros do empréstimo de R$ 12 bilhões contratado com um consórcio de cinco bancos, Itaú, Bradesco, Santander, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, firmado no fim do ano passado para equacionar o passivo atuarial do Postalis, fundo de pensão dos funcionários, e cobrir o déficit operacional da estatal.
Ao longo da vigência do contrato, a operação deve gerar R$ 22,4 bilhões em despesas de juros.
Veja detalhes do resultado dos Correios Do lado das receitas, a queda foi de R$ 320 milhões na comparação anual, com a receita líquida encerrando o semestre em R$ 7,87 bilhões.
A pressão vem do enfraquecimento no segmento de encomendas, com a perda de espaço para plataformas de e-commerce como Mercado Livre e Shopee, que operam redes próprias de entrega, além da concorrência de empresas privadas de logística como Jadlog e Sequoia.
O caixa da estatal encerrou junho em R$ 4,9 bilhões.
No recorte trimestral, o 2º trimestre mostrou alívio em relação ao início do ano.
O prejuízo entre abril e junho foi de R$ 2,39 bilhões, queda de 24,4% frente ao 1º trimestre, quando a perda chegou a R$ 3,16 bilhões.
No comunicado que acompanha o balanço, a diretoria afirmou que o resultado representa uma melhora sequencial e que as medidas de reestruturação em curso, entre elas um programa de demissão voluntária e o fechamento de agências deficitárias, devem produzir efeitos mais visíveis no segundo semestre.
Nas notas explicativas , os Correios informaram que estão em “estágio avançado” de estruturação de um novo empréstimo de R$ 7 bilhões, com a União como fiadora em caso de inadimplência, sem divulgar detalhes sobre as condições do contrato.
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