Ibovespa cede à cautela global e vive teste de fogo nos 172 mil pontos
O compasso de espera deu o tom na bolsa brasileira neste início de semana.
O Ibovespa até tentou ensaiar alguma reação ao longo da sessão desta segunda-feira (10), mas acabou contido pela escalada dos preços do petróleo no exterior e pela cautela generalizada que antecede a divulgação de dados cruciais de inflação no Brasil e nos Estados Unidos.
A hesitação do mercado manteve o principal índice da B3 em um teste de fogo na sua região de suporte técnico.
Análise técnica do Itaú BBA mostra que a última semana, quando a bolsa local amargou forte queda enquanto os índices em Nova York renovaram recordes, colocou o Ibovespa no suporte dos 172.200 pontos.
Para os analistas da casa, a perda desse patamar reduz as chances de uma retomada de alta no curto prazo e abre caminho para uma correção até os 168.100 pontos, mantendo as poucas oportunidades de compra concentradas em setores defensivos.
No fechamento, o Ibovespa recuou 0,2%, aos 172.180 pontos, depois de oscilar entre a mínima de 171.524 pontos e a máxima de 172.936 pontos.
No mês, cai 3,3%.
O giro financeiro foi de R$ 17,7 bilhões, pouco abaixo da média do mês, de R$ 18 bilhões, e dos últimos meses, de R$ 18,6 bilhões.
O grande motor dos negócios hoje veio do Oriente Médio (sim, de novo!).
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