Brent volta a superar US$ 90 com tensão renovada no Oriente Médio
O petróleo fechou em alta de quase 3% nesta segunda-feira (17), com o Brent voltando ao patamar de US$ 90 por barril diante de novos sinais de escalada nas tensões no Oriente Médio.
O movimento foi acompanhado por declarações de autoridades dos Estados Unidos e do Irã e por alterações no tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o mercado global de energia.
Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o WTI para setembro encerrou o dia com alta de 2,55% (US$ 2,10), a US$ 84,50 por barril.
Na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres, o Brent para outubro avançou 2,65% (US$ 2,35), a US$ 90,87 por barril.
O mercado reagiu ao fim do memorando de entendimento entre Estados Unidos e Irã nesta segunda-feira.
Autoridades iranianas afirmaram que uma retomada dependerá das atitudes dos americanos e declararam estar prontas para agir diante de eventuais ataques de Washington ou de Israel.
Quer ficar por dentro da previsão do tempo e dos alertas meteorológicos? Acesse a página do tempo do Canal Rural e planeje-se! As manifestações ocorreram depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reiterar que o principal objetivo é impedir que o Irã obtenha uma bomba nuclear.
Trump também ameaçou bombardear Omã caso o país se intrometa nos planos de Washington para o Estreito de Ormuz.
O secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, afirmou que o aumento da produção americana está compensando o fluxo mais fraco de navegação em Ormuz e reforçou declaração anterior de Trump de que os EUA controlam o estreito.
Do lado iraniano, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmail Baghaei, disse em Teerã que houve entendimento com Omã sobre o mapa da rota de trânsito no Estreito de Ormuz.
Segundo monitoramento da Marine Traffic, o tráfego marítimo em Ormuz caiu quase 20% nos últimos dias, enquanto no Estreito de Bab el-Mandeb houve alta de quase 7%, mesmo com a continuidade de ataques a embarcações na região.
Para a analista Soojin Kim, do MUFG, a incerteza geopolítica contínua e os riscos às rotas-chave mantêm um prêmio de risco substancial embutido nos preços do petróleo.
Além da tensão entre Estados Unidos e Irã, o mercado acompanhou nesta segunda-feira reuniões e negociações em torno de uma trégua em Gaza.
Nesse ambiente, a combinação entre risco geopolítico e mudanças na circulação marítima em pontos estratégicos sustentou a alta do petróleo no fim do dia.
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