Milho: oferta elevada limita preços, mas demanda e exportações dão suporte
Foto: divulgação/Secretaria da Agricultura e do Abastecimento A oferta elevada de milho continua pressionando as cotações no mercado brasileiro, com a entrada da segunda safra aumentando a disponibilidade do cereal.
Ao mesmo tempo, a demanda doméstica e o mercado externo ajudam a limitar perdas.
O cenário é apontado pela Grão Direto, por meio da plataforma de Inteligência de Mercado Grainsights.
Segundo a análise, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) elevou a estimativa para a produção total de milho para 143 milhões de toneladas, sendo cerca de 111 milhões de toneladas da segunda safra.
Com maior disponibilidade e estoques elevados, compradores têm menos necessidade de disputar lotes, mantendo pressão sobre os preços em importantes regiões produtoras.
Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News! Demanda interna limita pressão Apesar da oferta confortável, o consumo doméstico segue absorvendo volumes relevantes.
A Conab elevou a estimativa de demanda interna para 95 milhões de toneladas, com destaque para as indústrias de proteína animal e o setor de etanol de milho.
Na avaliação da Grão Direto, esse consumo ajuda a equilibrar parte da pressão provocada pela entrada da safrinha e explica as diferenças de comportamento entre as regiões.
Mesmo com bastante milho disponível, as cotações não recuam na mesma intensidade em todas as praças.
Nos portos, a valorização do dólar trouxe alguma melhora às referências de exportação durante a semana.
O escoamento externo é importante para retirar parte do excedente da segunda safra, mas ainda não foi suficiente para provocar uma recuperação generalizada dos preços.
Com isso, logística e distância dos portos continuam sendo fatores importantes para a formação das cotações no mercado físico.
Milho sobe em Chicago e na B3 De acordo com a Grainsights, o milho spot em Chicago encerrou a semana com alta de 4,56%.
No Brasil, o contrato de mesma referência na B3 também avançou e fechou a semana a R$ 70,20 por saca, com valorização de 2,01%.
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