EUA dão prazo para países romperem negócios com Irã sob ameaça de sanções
Continua após a publicidade Os Estados Unidos anunciaram nesta segunda-feira uma nova etapa da pressão econômica contra o Irã.
O governo de Donald Trump ameaçou impor sanções a países, bancos e empresas que mantenham relações comerciais com Teerã, numa tentativa de ampliar o isolamento financeiro do país e acelerar o fim da guerra que já se aproxima de seis meses.
O secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, disse que Washington está entrando em contato com governos de diferentes países para apresentar exigências específicas de redução ou encerramento dos vínculos econômicos com o Irã.
Continua após a publicidade Segundo ele, os parceiros comerciais de Teerã receberão um prazo para se adequar.
Quem não cumprir poderá ser alvo de punições unilaterais dos Estados Unidos.
Bessent classificou a operação como um “Dia D econômico”, em referência ao desembarque aliado na Normandia durante a Segunda Guerra Mundial.
O objetivo, segundo ele, é atacar as conexões financeiras que permitem ao regime iraniano continuar operando apesar de décadas de sanções e dos meses de conflito militar com os Estados Unidos.
Continua após a publicidade “Estamos lançando uma ofensiva contra as conexões financeiras do Irã em todo o mundo”, afirmou o secretário.
A estratégia, acrescentou, busca provocar o que chamou de “asfixia econômica” do regime.
A nova ofensiva representa uma mudança de escala na campanha americana.
Até agora, as sanções tinham como alvo principalmente empresas, navios, intermediários financeiros e indivíduos envolvidos em negócios com o Irã.
A Casa Branca agora sinaliza que pretende aumentar o custo para terceiros países que continuarem servindo de ponte entre Teerã e a economia internacional.
Continua após a publicidade Mais de 60 empresas e entidades entram na mira O Tesouro americano anunciou simultaneamente sanções contra mais de 60 entidades.
Segundo Bessent, Washington pretende concentrar a pressão sobre cinco canais considerados essenciais para a sobrevivência econômica do Irã: criptomoedas e outros ativos digitais, tecnologia, comércio de ouro, aviação e transporte marítimo.
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