Nunes Marques se reúne com diplomatas e assume defesa da urna em resposta aos EUA e a colegas do TSE
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques , convidou embaixadores e diplomatas para uma reunião com o objetivo de explicar os mecanismos de segurança da urna eletrônica e defender a credibilidade das eleições brasileiras.
Com o movimento, o ministro se antecipa a eventuais questionamentos da comunidade internacional e a suspeitas de tentativa de interferência nas eleições.
A reunião, marcada para esta segunda-feira (17), estava prevista desde maio, quando o ministro tomou posse no cargo.
O ato também atende a uma demanda interna do TSE.
Uma ala da Corte está preocupada com o poder de interferência de outras nações no processo eleitoral – especialmente os Estados Unidos .
Em julho, dois diplomatas dos EUA tiveram negados vistos de entrada no País diante da suspeita de que eles tinham uma agenda estratégica para desacreditar o processo de votação brasileiro.
A pauta de reuniões com integrantes do governo, líderes religiosos e representantes da sociedade civil era “integridade eleitoral, liberdade religiosa e liberdade de expressão”.
A acusação veio à tona a partir de uma reportagem do jornal The Washington Post .
O governo dos EUA negou que tenha sido essa a intenção da visita diplomática.
Dias antes, Flávio Bolsonaro , candidato do PL à Presidência da República, disse em reunião com diplomatas que a empresa responsável pela fabricação das urnas brasileiras era a mesma envolvida em um plano de fraude nas eleições da Venezuela .
O TSE, que já tinha desmentido a história, voltou a fazer isso.
Integrantes do tribunal reclamaram nos bastidores que Nunes Marques não tinha ido a público pessoalmente para defender as urnas eletrônicas, embora o presidente tenha feito isso por meios institucionais.
É a primeira vez que Nunes Marques convida autoridades internacionais para conversar sobre o tema.
Logo que tomou posse, o ministro criou a Diretoria de Assuntos Internacionais, ligada à presidência do TSE, para intensificar o diálogo da Justiça Eleitoral com representantes de outros países.
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