É hora de proteger a carteira — e o BTG recomenda esta ação para isso
Em um cenário de juros elevados por mais tempo, pressão sobre o real e maior percepção de risco no mercado brasileiro, empresas exportadoras do setor de materiais básicos podem ganhar espaço nas carteiras dos investidores.
Essa é a avaliação do BTG Pactual , que vê oportunidades relativas no segmento, embora reconheça que as perspectivas para commodities como minério de ferro e aço continuem desafiadoras.
No relatório, o banco afirma que a necessidade de proteção das carteiras deve aumentar, favorecendo empresas com receitas dolarizadas, custos relevantes em reais e menor exposição à economia doméstica.
Entre as siderúrgicas e mineradoras, a Gerdau (GGBR4) aparece como uma das principais apostas defensivas da instituição, enquanto a Vale (VALE3) exige uma análise mais cautelosa e a CSN (CSNA3) enfrenta maior sensibilidade às condições de financiamento no Brasil.
“Esperamos que as necessidades de hedge aumentem, potencialmente trazendo fluxos relevantes de volta para um setor que permanece com baixo posicionamento”, avalia o BTG Pactual.
A estratégia, segundo o banco, não depende de uma melhora repentina nos fundamentos das commodities .
A tese está relacionada sobretudo à capacidade de determinadas companhias de proteger resultados em um ambiente macroeconômico mais adverso.
Gerdau se destaca pela exposição ao mercado norte-americano Entre as empresas analisadas, a Gerdau é um dos nomes preferidos do BTG Pactual para um cenário de maior volatilidade.
Embora tenha ações negociadas no Brasil, a companhia apresenta exposição significativa à economia dos Estados Unidos, o que reduz sua dependência do desempenho doméstico.
De acordo com o relatório, aproximadamente 76% do Ebitda da Gerdau é gerado na América do Norte.
Essa presença internacional, combinada a um balanço considerado sólido, tende a limitar o impacto direto de uma deterioração das condições econômicas brasileiras sobre os resultados consolidados.
“A Gerdau é efetivamente um negócio exposto ao dólar”, afirma o BTG Pactual, que também destaca a dívida líquida equivalente a apenas 0,6 vez o Ebtida e o perfil de crédito com grau de investimento.
Outro fator considerado favorável é a exposição limitada da empresa à dívida indexada ao CDI, o que reduz sua sensibilidade direta a uma eventual permanência da Selic em patamares elevados.
O banco, porém, reconhece que a siderurgia brasileira continua pressionada pela demanda fraca e pela concorrência das importações.
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