CBF quer passar à base dos clubes o molde do 'jogador ideal' para a seleção
Com a necessidade de renovar a seleção após a Copa do Mundo, a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) definiu um plano para que as categorias de base dos clubes formem quase que sob medida o talento que o time nacional precisa para voltar a vencer.
Ao UOL , o coordenador Rodrigo Caetano contou que a estratégia passa por definir as características do perfil desejado e transmitir essa ideia em visitas aos clubes.
O conceito de um modelo ideal para cada posição é resultado de reuniões que ocorreram após a eliminação do Brasil, no retorno do técnico Carlo Ancelotti ao país -o italiano mora em Vancouver, no Canadá.
Após assistir à vitória do sub-20 contra a Bolívia, na Granja Comary, Caetano contou que também há o movimento para acompanhar mais de perto jovens que estão se desenvolvendo na base de clubes europeus.
A conta na CBF é que há cerca de 50 jogadores que se encaixam nessa descrição.
O trabalho mais próximo entre a seleção principal e a base tem ditado o tom deste início de novo ciclo visando à Copa de 2030, mas que considera também competições no caminho, como a Copa América.
O pontapé inicial, na prática, será nos amistosos de setembro, contra Austrália e Índia. A próxima convocação deve ser no dia 8. Na data Fifa seguinte, em novembro, a seleção deve encerrar o ano em mais jogos contra asiáticos.
Qual é o ponto de partida da renovação da seleção brasileira após a Copa?
Essa filosofia existe desde o dia seguinte ao encerramento da nossa participação na Copa. É uma filosofia da instituição, da CBF, passando obviamente pelo departamento de seleções e pelo Mister (Ancelotti), que também tem interesse nesse rejuvenescimento da nossa seleção.
Desde então, estamos cada vez mais próximos. Agora teremos um ciclo mais alongado, o que possibilita realmente a observação e muitos testes com jogadores cada vez mais jovens. Então, é fundamental que estejamos próximos e envolvidos com essa questão da formação, da nova filosofia e com a esperança de que daqui surjam grandes craques no futuro.
Ele sempre ficou muito envolvido. O problema era o curto espaço de tempo para que pudesse, talvez, ter um olhar mais próximo para esses jogadores jovens e, principalmente, para as seleções de base.
Agora é diferente. Não é "como vai ser". É "como já está sendo". Desde a vinda dele para cá, fizemos nossas reuniões. Discutimos metodologia, perfil de atleta, modelo de jogo que ele julga ser o ideal e as diversas variações.
Essas reuniões são constantes com toda a comissão técnica, não apenas com o Paulo Victor, da sub-20, mas também com o Dudu Patetuci (sub-17), com o Guilherme Dalla Dea (sub-15) e com todos os integrantes e assistentes.
Para que tenhamos não um modelo único de jogo, mas talvez um perfil de atleta ideal, que julgamos ser o ideal para este momento. Jogadores com técnica, competitivos também, que construam essa trajetória vencedora.
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