Infantino tenta quebrar coesão de Concacaf, Uefa e AFC contra sua gestão
Assolado pela oposição de confederações continentais importantes, Gianni Infantino busca agora dividir a oposição, que ameaça sua continuidade à frente da Fifa , no nível das federações nacionais.
Segundo o diário britânico The Guardian, o dirigente vai viajar à República Dominicana no próximo final de semana para acompanhar as finais do Desafio Sub-14 Masculino, torneio de menor importância, mas que é organizado pela União Caribenha de Futebol (CFU), região que pode render vários votos ao dirigente. Oficialmente, a Fifa não confirma a viagem.
O torneio reúne 21 federações da região, todas com direito a voto na eleição da Fifa, marcada para março de 2027. Recentemente, o dirigente esteve próximo da região, quando foi acompanhar a posse de Abelardo de la Espriella na Colômbia. É na África, América do Sul e Oceania onde o suíço concentra seus maiores apoios até o momento.
Em Santo Domingo, a presença do presidente da Fifa no país é vista como tentativa de dividir a coligação formada por Concacaf com Uefa e Confederação Asiática de Futebol (AFC), que articula a sua destituição.
A viagem à República Dominicana pode ser a oportunidade de Infantino se encontrar frente a frente com Victor Montagliani, presidente da Concacaf e considerado um possível opositor nas próximas eleições da Fifa.
A Federação Dominicana de Futebol havia convidado Infantino para o evento, sem muitas pretensões de que ele fosse comparecer, antes da polêmica sobre o plano de venda de direitos comerciais do futebol a investidores privados ligados a Donald Trump.
Desde então, a federação local apoiou a declaração conjunta de Uefa, Concacaf e AFC, que pede revisão independente da proposta Fifa Forward Enterprise (FFE) e reunião de emergência do Conselho da entidade.
O presidente da Fifa tem buscado apoio em países como Marrocos e Catar, mas vê o evento da CFU como oportunidade para conquistar apoio de nações menores para o restante do atual mandato e votos para as próximas eleições.
Por enquanto, ele conseguiu o aval do México, que rompeu com a Concacaf. Granada e São Cristóvão e Névis, pequenas ilhas caribenhas, também manifestaram apoio ao dirigente. Já o Panamá teria dado suporte privado, sem declaração pública.
A participação de Infantino no torneio juvenil causa estranheza, já que o evento não é da Fifa. A entidade não comentou sobre os deslocamentos do presidente. Paralelamente, Uefa, Concacaf e AFC estudam apresentar moção de censura contra ele. Pelos estatutos da Fifa, um congresso extraordinário pode ser convocado se 43 das 211 associações solicitarem formalmente.
Grupos de torcedores também aumentaram a pressão, lançando uma petição pública pedindo a renúncia de Infantino.
“A vergonhosa tentativa de um indivíduo – o próprio presidente da Fifa – de vender a Copa do Mundo a investidores privados expôs uma traição que o futebol jamais esquecerá”, diz o comunicado das organizações de torcedores.
“Um presidente que trai repetidamente o futebol e faz pouco caso do nosso esporte perdeu o direito de liderá-lo. Pela credibilidade da Fifa – e pelo futuro do futebol – ele deve renunciar.”
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em maquinadoesporte.com.br — o conteúdo pertence a Máquina do Esporte.