Ouro na ginástica rítmica coroa projeto de 15 anos: 'Foi uma luta gigante'
A equipe visitou o UOL nesta quinta (20) e celebrou a conquista destacando a combinação entre preparação técnica e mental para chegar ao melhor desempenho nas finais. As entrevistadas também relacionaram o resultado a uma trajetória longa, com temporadas de frustração e evolução até o topo do pódio. O programa teve participação das colunistas Milly Lacombe e Alicia Klein.
A gente está muito feliz. Afinal de contas, foram 15 anos de muito trabalho que eu estou à frente da seleção e a gente chegou nesse ouro e foi muito emocionante. Hoje a gente pode falar que somos campeãs mundiais.
Olha, se eu for falar, vou começar a chorar. É uma luta, foi uma luta gigante. A gente saiu do 26º e foi construindo nosso time, a gente caiu muitas vezes, mas nunca a gente desistiu. Depois de 15 anos de muito trabalho em busca dessa medalha veio não só um ouro, veio dois ouros, mais a vaga olímpica antecipada. Camila Ferezin, técnica da seleção brasileira de ginástica rítmica, ao UOL News
As atletas disseram que chegaram ao Mundial com a confiança de que o ouro era possível, desde que conseguissem executar as séries no nível que vinham treinando. O grupo também relatou que a campanha incluiu medalhas e a vaga olímpica obtida logo no início da competição.
A gente chegou muito bem preparada pra esse Mundial, sabendo das nossas possibilidades, mas a gente tinha que acertar a série e conseguir colocar em prática tudo que a gente veio trabalhando tanto. Voltamos para as finais, conseguimos fazer as nossas duas melhores séries da vida e trazer os dois ouros pro Brasil.
Insegurança não passa na nossa cabeça no momento de entrar em quadra, porque a gente treina muito e se prepara muito. A gente se juntou, se uniu, e falou: 'vamos entrar e vamos fazer nossa melhor série'. Sofia Madeira, atleta da seleção brasileira de conjunto
A comissão técnica explicou que as coreografias buscam pontuação alta e dependem de uma execução sem erros, com pouca penalização. Bruna Martins disse que, quando o conjunto "crava" a série, o Brasil consegue competir de igual para igual com as principais potências.
As nossas séries são séries muito valorosas, de pontuação alta. Quando elas cravam, que é completar todos os exercícios da série com o máximo possível de perfeição, a gente consegue esse resultado e estar de igual para igual com as grandes potências do mundo.
Esse time aqui, eu e a Camila sempre comentamos que é um time de ouro, é o Dream Team. Elas são muito dedicadas, são meninas realmente que merecem estar onde estão chegando. Bruna Martins, assistente técnica da seleção brasileira de ginástica rítmica, ao UOL News
O conjunto detalhou que a escolha das músicas é compartilhada, com decisões finais tomadas por um grupo que inclui o árbitro Léo Palitot e a comissão técnica. Maria Paula Caminha afirmou que a seleção por Lady Gaga e por "Feeling Good" foi estratégica e conectada ao momento vivido pela equipe.
Quem escolhe a música é um pouco de todo mundo, a gente sempre aceita as sugestões, mas as últimas músicas que têm escolhido é o nosso árbitro, o Léo Palitot, junto com a Camila e com a Bruna. Foi uma escolha estratégica mesmo.
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