Pressionado, Diniz busca resgatar estilo em duelo decisivo com o Fluminense
O Corinthians de Fernando Diniz enfrenta o Fluminense neste domingo (20), às 16h (de Brasília), na Neo Química Arena, pelo Campeonato Brasileiro, distante de algumas das características mais conhecidas do treinador.
O UOL apurou que, para recuperar esse estilo, Diniz aposta no comprometimento do time, na recuperação de jogadores como Memphis Depay e na busca por novas opções dentro do elenco.
Diniz mostrou disposição para começar esse trabalho já no dia seguinte à eliminação para o Estudiantes, pela Libertadores. Pessoas próximas à comissão técnica afirmam que ele não condiciona o trabalho à permanência no cargo e está concentrado em voltar a conseguir bons resultados.
A principal preocupação é recuperar jogadores que não têm respondido como o treinador esperava. Memphis é o maior desafio, por causa das questões fora de campo e do abalo após perder, nos acréscimos, o pênalti que poderia levar a decisão contra o Estudiantes para as penalidades . O holandês passou a ser o principal alvo das críticas pela eliminação corintiana.
Diniz pretende ajudá-lo a voltar a concentrar a atenção no futebol e recuperar a confiança dentro de campo. A comissão técnica entende que a exposição do atacante em assuntos fora do futebol passou a dividir seu foco, embora a relação entre os dois continue positiva.
A recuperação também passa por dar mais espaço a jogadores pouco utilizados e transformá-los em alternativas para a equipe. Diniz já havia conseguido aumentar a participação de Kayke e Zakaria Labyad, mas perdeu os dois por lesão. A ideia é seguir pelo mesmo caminho.
As limitações do grupo foram citadas por Diniz durante a conversa com lideranças da principal torcida organizada, que estiveram no CT Joaquim Grava na sexta-feira (18), conforme apurou o UOL. O treinador, porém, não pretende usar as ausências ou os problemas internos do clube como justificativa para a queda de rendimento.
Pessoas próximas à comissão técnica afirmam que o chamado dinizismo vai além da troca de passes desde a defesa, da posse de bola e da concentração de jogadores. O estilo depende da disposição dos atletas para se movimentar, ocupar espaços e manter a intensidade cobrada pelo treinador.
Diniz costuma reforçar essa cobrança no dia a dia. De acordo com fontes que acompanham o trabalho do treinador, ele diz aos jogadores que precisam corresponder à entrega dos torcedores, que continuam ao lado da equipe.
A comissão técnica avalia, porém, que o Corinthians nem sempre demonstrou em campo esse mesmo nível de comprometimento , conforme apurou o UOL .
A diferença fica clara na comparação com o Fluminense campeão da Libertadores de 2023. De acordo com estatísticas levantadas pelo UOL , o time carioca teve cerca de 60% de posse de bola, em média, nas 13 partidas, marcou 24 gols e terminou a competição com média de 1,85 gol por jogo.
O Corinthians, por sua vez, marcou dez gols em dez jogos nesta Libertadores, média de um por partida, mesmo tendo 58% de posse de bola. Contra o Estudiantes, na eliminação, teve 51% da posse e acertou apenas duas das nove finalizações.
No Brasileiro, a equipe tem 54% de posse de bola, mas marcou 28 gols em 27 rodadas.
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