SAF coletiva e sem medalhões: a fórmula do clube novato na Série B de 2027
Há seis anos, o Maringá disputava a segunda divisão do Campeonato Paranaense. Hoje, o clube, que já tem acesso à Série B garantido, inicia a final da Série C contra a Ferroviária — o duelo de ida ocorre no Willie Davids, no Paraná. O sucesso esportivo em um recorte curto de tempo coroa um projeto de SAF diferente do habitual e que faz apostas simples.
Fundado em 2010 e SAF desde 2022, o Maringá jogou três das últimas quatro finais do Campeonato Paranaense, mas ainda não foi campeão . No cenário nacional, disputou a Série D pela primeira vez em 2023, subiu em 2024, se manteve na Série C em 2025 e garantiu a subida à segunda divisão nesta temporada.
A gestão do Maringá tem preferência por jogadores jovens e passa bem longe dos tradicionais medalhões que clubes de divisões inferiores apostam. O modelo de jogo de muita velocidade em todos os setores do campo e a preocupação com o financeiro ditam os planos para a formação do elenco temporada a temporada, conforme explicou João Vitor Mazzer, presidente da SAF da equipe, ao UOL .
Não somos adeptos dos medalhões, e as limitações do Maringá nos forçaram a isso. Com o valor do medalhão, pago de dois a três atletas de ponta mais jovens. Vou apostar neles e eles vão me gerar negócios futuros, coisa que o medalhão não vai. O clube tem meta para bater de negócios com atletas. Nosso modelo de jogo faz correr demais em todas posições. O medalhão não está afim. Se eu trago e deixo ele com uma cadeira cativa, isso serve de exemplo negativo.
Isso quer dizer que nunca vamos ter um medalhão no Maringá? Pode ser que na Série B a gente veja, mas não é o nosso DNA. Talvez seja o artilheiro da divisão do ano anterior ou da divisão inferior do ano anterior, seria nesse sentido. João Vitor Mazzer, presidente da SAF do Maringá, ao UOL
Um dos projetos do clube é desenvolver atletas em casa . A equipe ainda não conta com revelações, uma vez que o processo de criação dos times de base não está 100% concluído. Enquanto isso, a atuação no mercado tem como alvos, preferencialmente, atletas jovens e de potencial de desenvolvimento.
Com o acesso à Série B conquistado, a meta do elenco é dar o primeiro título nacional ao clube diante da Ferroviária . A taça não só será inédita, como também levará o Maringá de volta à Copa do Brasil, competição que já disputou em anos anteriores — incluindo na edição de 2023, quando enfrentou o Flamengo e acabou eliminado.
Além do título nacional de muita relevância, que o Maringá deseja há muito tempo e não tem, a vaga da Copa do Brasil estando na Série B dá um valor [em premiação] bem considerável. Nos tornamos um time copeiro, e isso é legal demais João Vitor Mazzer
A SAF do Maringá não é como a dos principais clubes brasileiros, como Cruzeiro e Botafogo, onde a gestão fica centralizada na mão de um proprietário. Outra diferença é que o grupo assumiu o comando do clube sem herdar dívidas.
O Maringá pertence a 27 acionistas, sendo grande parte deles empresários da região — um dos principais polos comerciais e industriais do Paraná, excluindo a capital do estado.
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