Por que as TVs curvas desapareceram enquanto os monitores gamers fizeram sucesso?
As TVs curvas dominaram parte do mercado em meados de 2010 e desapareceram por completo no início de 2020 , quando a Samsung , última fabricante a apostar no formato, encerrou a produção.
O conceito migrou para os monitores gamer , que adotaram curvaturas mais agressivas e encontraram aceitação real entre os consumidores.
A trajetória revela limitações técnicas, dificuldades industriais e uma incompatibilidade fundamental com o uso doméstico das salas de estar.
As TVs curvas prometiam uma experiência imersiva inspirada nas telas gigantes de formatos como IMAX e Cinerama Dome .
A proposta esbarrou em diferenças práticas intransponíveis entre um cinema com tela côncava de 20 metros de altura e um aparelho de 55 a 65 polegadas posicionado a dois ou três metros do sofá.
O problema central da imersão em salas residenciais Uma tela curva de 78 polegada s, modelo raro mesmo no auge da tendência, ainda ficava cercada por elementos típicos de uma casa comum.
Decorações , fotografias de família e a presença de animais domésticos competiam pela atenção do espectador.
O envolvimento visual obtido em salas de cinema não se reproduzia nesse ambiente.
A própria natureza do formato contava com restrições de posicionamento.
Para alcançar o efeito imersivo prometido, o usuário precisava se sentar próximo ao painel, condição inviável na maioria dos ambientes domésticos.
O ponto ideal restrito dos painéis curvos de LCD A s TVs curvas com tecnologia LCD apresentavam um ponto ideal de visualização concentrado diretamente no centro do ângulo de visão.
Qualquer deslocamento lateral resultava em perda imediata de contraste e saturação de cor.
Cenas noturnas escuras , como as exibidas em Game of Thrones , se tornavam praticamente ilegíveis para quem estivesse fora do centro.
Já os modelos com tela OLED não sofriam do mesmo problema, mas carregavam preços superiores aos OLEDs planos convencionais (que já não eram baratos naquela época).
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.adrenaline.com.br — o conteúdo pertence a Adrenaline.