EUA investigam Harvard, Stanford e MIT por vistos de intercâmbio para pesquisadores
O governo de Donald Trump está lançando investigações sobre portadores de vistos de intercâmbio em nove das principais universidades dos Estados Unidos, incluindo Harvard, Stanford e o MIT, em sua mais recente ofensiva contra estudantes e pesquisadores internacionais em instituições de elite.
A ampla investigação por suspeita de fraude tem como foco específico os portadores de vistos J-1, que, nas universidades, geralmente incluem candidatos internacionais a doutorado e pesquisadores visitantes.
“Ninguém terá tratamento especial só porque seu nome está gravado em um prédio caro”, afirmou Anthony D’Esposito, inspetor-geral do Departamento do Trabalho, durante uma coletiva nesta quinta-feira para anunciar as investigações.
Outras instituições investigadas incluem Yale, Brown, a Universidade de Pittsburgh, o Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech), a Universidade Estadual do Arizona (ASU) e a Universidade da Califórnia em Davis (UC Davis).
Representantes das universidades não responderam imediatamente aos pedidos de comentário.
Na mesma coletiva, o governo suspendeu um programa de imigração para várias grandes empresas de tecnologia, incluindo a Microsoft, alegando fraude e abuso no sistema de vistos de trabalho.
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A medida deve afetar tanto universidades quanto grandes empresas de tecnologia.
As investigações fazem parte de uma repressão mais ampla do governo federal a pesquisadores internacionais e à influência estrangeira nas universidades americanas.
Nos últimos meses, diversas agências federais abriram investigações sobre doações vindas do exterior para instituições como Harvard e Duke, e autoridades indicaram que novas ações podem ocorrer.
Na quarta-feira, o governo Trump também anunciou uma iniciativa para formar mais cientistas americanos em programas de doutorado nas áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática (STEM), cursos que possuem proporção elevada de estudantes estrangeiros.
Ao anunciar as investigações, D’Esposito apontou o grande número de cidadãos estrangeiros em programas de doutorado e bolsas de pesquisa como uma possível preocupação de segurança nacional.
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