O dilema da Amil enquanto Bain e Advent avançam pela operadora
Com proposta estimada entre R$ 14 bilhões e R$ 17 bilhões, fundos avançam na due diligence; José Seripieri Filho, o Júnior, atual dono, pode permanecer como sócio
Dono da operadora de saúde Amil, José Seripieri Filho , o Júnior, despista sobre o interesse dos fundos americanos Advent e Bain Capital na companhia. "Minha vida está um inferno. Eu não aguento mais falar dessas fofocas. Cada hora é uma coisa", diz ao EXAME Insight . "Estou trabalhando para fazer a Amil dar cada vez mais lucro".
Segundo a coluna Capital , do jornal O Globo , Advent e Bain Capital estão em processo final de due dilligence na companhia. O processo corre há pelo menos um ano. A proposta deve girar entre R$ 14 bilhões a R$ 17 bilhões, apurou o Exame INSIGHT . A demora é compreensível: ninguém faz um cheque desse tamanho em um mês.
O interesse da Bain Capital pela Amil não é novo. Quando a UnitedHealth Group (UHG), então dona da operadora, colocou o negócio à venda, em 2023, o fundo disputou a aquisição com Júnior — os dois eram os únicos na corrida. Desta vez, porém, a conta ficou mais salgada. Com a Amil avaliada entre R$ 14 bilhões e R$ 17 bilhões, a Bain passou a dividir o cheque com a Advent. Caso a transação avance, Júnior pode continuar como acionista da companhia, com uma participação minoritária de até 15%.
Quando a UnitedHealth decidiu sair da Amil, a operadora combinava escala com uma situação financeira deteriorada. Em 2022, a companhia faturou pouco mais de R$ 26 bilhões, mas registrou prejuízo de R$ 1,7 bilhão e, no momento da venda, tinha geração de caixa negativa na casa de R$ 2 bilhões. Um dos principais problemas estava nos planos individuais, segmento no qual a empresa acumulava perdas e havia tentado reduzir sua exposição. A UnitedHealth chegou a transferir uma carteira de mais de 300 mil beneficiários, mas a operação enfrentou resistência regulatória e acabou sendo revertida.
Mas o negócio tinha valor. A Amil ainda tinha cerca de 5,4 milhões de beneficiários de planos médicos e odontológicos, cerca de 6% do mercado, e uma rede com 31 hospitais e 28 clínicas médicas. A venda foi efetivada em torno de R$ 11 bilhões, considerando aproximadamente R$ 9 bilhões em passivos assumidos por Júnior.
Desde que retomou o controle da Amil, Júnior colocou em marcha um turnaround que já aparece nos números.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em exame.com — o conteúdo pertence a Exame.