O problema não é o celular: é o que acontece com você quando fica sem ele
A nossa vida passou por inúmeras transformações com a chegada das redes sociais e da necessidade de estarmos presos a mensagens.
Mas, cada vez mais, as questões ligadas ao uso dessa incrível tecnologia têm sido a causa de muitos transtornos sociais, familiares e psicológicos .
Quando a conexão com o mundo vira desconexão de si As pessoas passaram a viver numa crescente aceleração para saber e se informar sobre tudo o que acontece no mundo.
Isso acaba ocorrendo, muitas vezes, de uma forma desenfreada, numa busca por informações e por estar conectado (em redes, grupos ou mídias), e a pessoa acaba se distanciando da própria conexão consigo mesma.
A força das redes sociais em atravessar barreiras geográficas nos auxilia a estarmos próximos de pessoas e lugares, o que pode ser muito importante.
Esse movimento gera o sentimento de uma crença de proximidade; porém, essa também é uma situação virtual.
FOMO (“Fear Of Missing Out”), comparação e a sensação de estar sempre em alerta Como as mídias podem impactar a nossa saúde mental ? O envolvimento tão forte e intenso, do qual as pessoas não conseguem ficar longe do celular (como se este aparelho pudesse simbolizar, segundo Winnicott – psicanalista de crianças que falava sobre a necessidade de a criança ter um objeto que pudesse acompanhá-la, dando uma sensação de não sentir falta).
O que percebemos é que isso ocorre com muitos indivíduos que precisam se sentir controlando e tendo em suas mãos algo que os torne menos frágeis.
Esse aparelho, além do lugar simbólico, passa a ter uma ilusão de mágico.
Leia Mais Sete dias sem celular: o desafio que revelou meu “segundo cérebro” Celular sem internet melhora a felicidade e o foco, mostra estudo O que acontece com seu corpo quando você passa uma semana sem redes sociais Surge uma necessidade enorme conhecida por FOMO (em inglês), cuja tradução seria o medo de perder algo.
Esse medo, em nível emocional, passa a ser uma vivência de angústia e gera uma compulsão de querer saber e estar incluído em tudo, vivendo num estado de alerta constante .
Padrões nem sempre alcançáveis.
Nós, como cuidadores de saúde mental, também estamos passando a entender, em nossos pacientes, o quanto essa dependência e a necessidade de checagem de mensagens e likes em suas postagens acaba por gerar uma sensação ilusória de que a pessoa se sente mais reassegurada.
E as questões de ver o outro com imagens melhores, viagens, vidas fabulosas também são um detonador de uma enorme comparação e de um sentimento de impotência, ativando mecanismos de depressão, seguidos de um forte sentimento de que existe um mundo maravilhoso (e eu não faço parte).
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.cnnbrasil.com.br — o conteúdo pertence a CNN Brasil.