Desemprego cai em 13 estados brasileiros no 2º trimestre de 2026, diz IBGE
Carteira de Trabalho Digital Gil Leonardi/ImprensaMG A taxa de desemprego caiu em 13 estados brasileiros no segundo trimestre de 2026, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua Trimestral, divulgada nesta sexta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
No país, o indicador ficou em 5,4% no período.
O resultado representa uma queda em relação aos 6,1% registrados no primeiro trimestre de 2026 e aos 5,8% do segundo trimestre de 2025. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça As maiores taxas de desocupação no segundo trimestre foram registradas no Amapá (9,8%), Bahia (9,1%), Pernambuco (8,3%), Piauí (8,3%) e Sergipe (7,9%).
Já as menores foram em Santa Catarina (2,1%), Mato Grosso (2,2%), Espírito Santo (2,3%), Rondônia (2,6%) e Mato Grosso do Sul (2,7%). 📈 As quedas mais expressivas foram registradas no Rio Grande do Norte (-1,9 ponto percentual), na Paraíba (-1,6 p.p.) e no Acre (-1,6 p.p.).
Nos demais estados, as taxas permaneceram estáveis.
Segundo William Kratochwill, analista do IBGE, as diferenças entre os estados ajudam a explicar a disparidade nas taxas de desocupação.
Santa Catarina, por exemplo, registrou uma taxa de apenas 2,1%, enquanto Amapá teve a maior taxa de desocupação do país, com 9,8%.
“Esse resultado pode estar relacionado a fatores como o nível de industrialização, a escolaridade da população, o desenvolvimento econômico e o dinamismo da atividade econômica.
Em estados com essas características, como Santa Catarina, a taxa de desocupação tende a ser menor do que em parte do Nordeste”, afirma. 👉 Unidades da federação com maior grau de industrialização e população mais escolarizada tendem a ter mercados de trabalho mais estruturados e, consequentemente, taxas de desocupação mais baixas.
Evolução da taxa de desemprego no Brasil Arte/g1 Desigualdades de gênero, raça e escolaridade De acordo com o IBGE, a taxa de desocupação continua maior entre as mulheres (6,4%) do que entre os homens (4,6%), embora tenha recuado para ambos os sexos em relação ao primeiro trimestre.
Na comparação por cor ou raça, o indicador ficou abaixo da média nacional (5,4%) entre os brancos (4,2%) e acima dela entre os pretos (6,9%) e os pardos (6,1%).
Em relação ao nível de escolaridade, a maior taxa de desemprego foi registrada entre as pessoas com ensino médio incompleto, com (9,0%).
Para as pessoas com nível superior incompleto, a taxa foi 5,6%, quase o dobro da verificada para o nível superior completo (3,0%).
Já a taxa composta de subutilização da força de trabalho, que reúne pessoas desempregadas, subocupadas por insuficiência de horas e aquelas que poderiam trabalhar, mas não estavam procurando emprego, alcançou 12,9% no segundo trimestre deste ano.
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