Conselho afasta diretoria da confederação de tênis de mesa, mas STJD devolve cargo ao presidente
Dois dias depois de o Conselho de Ética da Confederação Brasileira de Tênis de Mesa (CBTM) afastar o presidente e seus diretores, o STJD da entidade concedeu efeito suspensivo à decisão e manteve Vilmar Schindler e seus gestores à frente da CBTM.
Na terça-feira, eles tinham sido afastados por decisão do conselho com base em denúncia anônima enviada na véspera contendo o que seriam indícios de irregularidades da gestão.
Com a mudança, Marcelo Jucá tinha sido nomeado como interventor.
Nesta quinta, a presidência do STJD suspendeu a decisão do Conselho de Ética que destituía a atual administração.
O ge apurou que o presidente do Conselho de Ética soltou um despacho, na tarde desta quinta, reconhecendo a decisão do STJD.
Vilmar Schindler, presidente da CBTM CBTM Segundo nota divulgada pela atual gestão da CBTM, após o efeito suspensivo, o comitê executivo da entidade foi "surpreendido pela decisão monocrática do presidente do Conselho de Ética, Gustavo Lopes Pires de Souza, que, com base em dispositivo inexistente do Regimento Interno do Conselho de Ética da CBTM e sem ter realizado nenhum ato de apuração dos fatos, determinou, de forma sumária, o afastamento de todos os administradores da entidade por 30 dias".
De acordo com o comunicado, "o processo ético havia sido instaurado a partir de denúncia anônima formulada no Canal de Ouvidoria da CBTM, recebida horas antes da decisão".
A atual gestão da CBTM classifica a decisão do Conselho de Ética como ilegal e tomada sem que os afetados pudessem se defender.
Diante disso, a administração recorreu ao STJD da entidade, como prevê o estatuto da CBTM.
A gestão Vilmar Schindler, na nota, diz também que a "a CBTM manifesta que todos os fatos relacionados ao processo sejam devidamente apurados e esclarecidos, por meio de procedimentos regulares e juridicamente adequados às normas aplicáveis".
"Nesse sentido, reafirma seu absoluto respeito ao devido processo legal e seu compromisso com a transparência e a governança responsável", encerra o comunicado da confederação.
Em entrevista ao ge, o presidente Vilmar Schindler chamou a iniciativa de tirá-lo e sua diretoria do poder como "tentativa de golpe". - Olha, isso é uma orquestração, né? É, digamos, uma tentativa de um golpe.
Isso daí é um perigo para o para o Brasil, para o desporto brasileiro.
Você já imaginou se todas as as confederações forem julgadas assim monocraticamente, e vai tirando, vai saindo? Não é por aí esse o caminho.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em ge.globo.com — o conteúdo pertence a ge.