Desigualdade: 1% mais rico concentra quase um quarto de toda a renda do país, aponta estudo da Oxfam
No mundo, a riqueza pessoal cresceu 10,8% em 2025, mais que o dobro do ritmo registrado nos dois anos anteriores Pixabay A desigualdade de renda no Brasil continua crescendo no topo da pirâmide.
Um relatório divulgado nesta quarta-feira (19) pela Oxfam Brasil mostra que o 1% mais rico da população passou a concentrar 24,3% de toda a renda do país em 2023, ante 20,4% em 2017.
Isso significa que, de cada R$ 100 recebidos pelos brasileiros, cerca de R$ 24 ficaram com esse pequeno grupo.
Segundo o estudo, a maior parte desse avanço beneficiou uma parcela ainda mais restrita: o 0,1% mais rico. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O levantamento destaca que a concentração de renda aumentou mesmo em um cenário de melhora dos indicadores sociais.
Em 2024, o rendimento mensal per capita atingiu o maior nível da série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), chegando a R$ 2.020.
No mesmo período, o índice de Gini caiu para 0,506, o menor já registrado, e a diferença de renda entre o 1% mais rico e os 40% mais pobres também atingiu o menor patamar da série. 🔍 O coeficiente de Gini mede o nível de desigualdade na distribuição da riqueza em um país.
Quando está mais próximo de 0, indica que a riqueza está mais bem distribuída entre a população; quando se aproxima de 1, significa que uma pequena parcela das pessoas concentra a maior parte do patrimônio, enquanto a maioria possui pouco ou quase nada.
O estudo lembra ainda que cerca de 8,6 milhões de pessoas deixaram a condição de pobreza, reduzindo a taxa de 27,3% para 23,1% da população.
Ainda assim, a organização afirma que os ganhos não foram distribuídos de forma uniforme, permitindo que os grupos de maior renda ampliassem sua participação na renda nacional.
Quando a análise considera o patrimônio, como imóveis, investimentos e outros bens, a concentração é ainda maior.
Segundo o relatório, o 1% mais rico detém 37,3% de toda a riqueza declarada no país.
Para chegar a essas conclusões, a pesquisa cruzou dados do IBGE, da Receita Federal, do Ministério da Fazenda e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), além de estudos nacionais e internacionais sobre renda, patrimônio, tributação e representação política.
Agora no g1 O estudo aponta ainda que o país terminou o ano de 2025 como o quarto com maior desigualdade patrimonial do mundo, com cerca de 386 mil milionários em dólar.
Como o g1 mostrou, o Brasil ganhou 9.215 novos milionários no ano passado, encerrando 2025 com 386 mil pessoas com patrimônio superior a US$ 1 milhão (cerca de R$ 5,1 milhões), segundo estudo do banco UBS.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Economia.