Saúde mental no trabalho: pesquisa da Robert Half mostra os 4 fatores que mais geram burnout no país
Os profissionais brasileiros têm mais problemas de saúde mental no trabalho do que a média mundial.
É isso que mostra uma pesquisa realizada pela Robert Half , que aponta que 59% dos trabalhadores no país avaliam o nível de burnout (jargão em inglês para esgotamento mental) com uma nota entre 6 e 10.
Na escala, 1 significa “sem burnout ” e 10 representa “completamente esgotado”.
Ou seja, mais da metade dos brasileiros se enxerga com um nível elevado de esgotamento.
A consultoria de recursos humanos também analisou a saúde mental de profissionais em outros oito países: Canadá , Estados Unidos , Reino Unido , Holanda , Bélgica , Alemanha , Suíça e França .
O indicador de alto nível de burnout tem uma média de 48% entre os países participantes da pesquisa.
O Brasil só fica atrás do Canadá, com 62% de esgotamento, e empata com os Estados Unidos.
Mas o que gera, afinal, o esgotamento mental entre profissionais brasileiros? Segundo a pesquisa, há quatro principais fatores: Aumento da carga de trabalho em função de equipes com quadro reduzido (52%); Sensação de estagnação na carreira (43%); Aumento no tempo de deslocamento entre casa e trabalho (37%); e Queda na motivação das equipes após reestruturações ou reduções de quadro (35%).
Além do estresse do dia a dia Segundo a consultoria, a pesquisa mostra que os índices de burnout estão menos associados a situações pontuais de estresse e muito mais ligados a questões estruturais nas empresas.
Isso faz com que as companhias também tenham que repensar as ações de saúde mental no contexto de trabalho.
Por exemplo, oferecer um aplicativo de parceria de academias como benefício de bem-estar não vai ajudar nos impactos gerados pelo alto tempo de deslocamento entre a casa e o trabalho nas jornadas presenciais, nem na insatisfação sobre uma estagnação na carreira.
“Iniciativas focadas apenas no bem-estar podem ter impacto limitado quando questões de carga de trabalho, estrutura das equipes e desenvolvimento de carreira permanecem sem solução”, explica a consultoria.
Em relação à falta de perspectiva de crescimento, apontada como segundo fator que mais impulsiona os níveis de burnout , a Robert Half destaca outra pesquisa, feita em parceria com a The School of Life Brasil .
Esse outro levantamento mostra que apenas 49% dos líderes e 38% dos liderados dizem ter clareza sobre os próximos passos da carreira, o que ajuda a explicar por que a sensação de estagnação aparece como um ponto de esgotamento mental frequente.
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