Oceanos batem recorde histórico de temperatura e Super El-Niño deve elevar níveis a ‘nunca vistos’, alerta Copernicus
A temperatura média diária global da superfície do mar alcançou 21,1°C no último sábado (22), batendo um r ecorde histórico de temperatura e atingindo o seu nível mais alto de calor , superando o marco anterior de 21,09°C registrado em março de 2024.
Segundo o Centro Europeu de Previsões Meteorológicas de Médio Prazo (ECMWF) e o Copernicus , componente de Observação da Terra do programa espacial da União Europeia, esse aumento é influenciado pelo aquecimento do oceano global , provocado pelo desenvolvimento do evento climático Super El Niño , que tende a ser o mais devastador da história.
Leia Mais El Niño chegou e pode ser "muito forte", diz agência dos EUA El Niño de 2026/2027 pode ser o mais intenso desde 1950, segundo NOAA Super El Niño: chega a 95% as chances de um evento fortíssimo no fim de ano Normalmente as temperaturas globais dos oceanos atingem altas temperaturas entre março e abril , após o verão austral, mas esse recorde foi alcançado em agosto, ou seja, fora do padrão que era esperado pelos especialistas.
O marco de 21,1°C, t ambém supera o valor mais alto já visto em agosto, registrado em 2023, com 20,98°C.
Essa apontamento segue uma sucessão de registros mensais de aumento de temperatura da superfície do mar, ressaltando o calor persistente em grande parte do oceano global.
A temperatura diária da superfície do mar (°C) foi média sobre o oceano global extrapolar (60°S–60°N) para 2024 (amarelo), 2025 (laranja) e 2026 (vermelho).
Todos os outros anos entre 1979 e 2023 são mostrados com linhas cinzas • Fonte dos dados: ERA5.
Crédito: C3S/ECMWF.
Este não é um caso isolado.
O aquecimento nos oceanos tende a ser cada vez maior.
De acordo com a Organização Meteorológica Mundial (OMM), o El Niño previsto para se estabelecer nos próximos meses pode fazer o oceano alcançar uma temperatura nunca vista na história.
“Este recorde é outro sinal claro de um oceano sob crescente pressão.
El Niño está adicionando calor ao sistema, mas está fazendo isso além de décadas de aquecimento causado pelo ser humano.
À medida que as temperaturas dos oceanos continuam a subir, os riscos para os ecossistemas marinhos e as comunidades costeiras também aumentam.”.
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