Agentes de saúde: conheça a trajetória de Tereza Cristina, mineira que vive em Brasília (DF)
Tereza Cristina das Mercês, 59 anos, nasceu em São João Del Rey, Minas Gerais, e se mudou ainda criança para a capital, Belo Horizonte.
Em relação ao trabalho, fez de tudo um pouco, principalmente no comércio, para criar os quatro filhos.
Decidiu se mudar de mala e cuia para Brasília (DF) por volta de 2000, para dar uma vida melhor para eles e por achar que teria mais possibilidades de trabalho.
Lá, chegou a trabalhar como diarista e segurança de loja até que, em 2005, recebeu um panfleto sobre oportunidade para ser agente de saúde.
“Na época, eu estava desempregada e falaram: ‘Não quer ser não?’ Não, não sei nem o que que é.
Mas li o que que era agente de saúde e falei: ‘Poxa, legal’.
Então me inscrevi, fiz a prova e passei em terceiro lugar”, conta.
Alta demanda e questões de saúde mental Tereza lembra muito bem os primeiros dias de trabalho, a lama, os casebres de madeirite ou cobertos com lona.
Muita gente desempregada, muita criança, vulnerabilidades de todo tipo.
“Não falo para você que mudou o jeito nosso de trabalhar, porque a gente continua do mesmo jeito, trabalhando do mesmo jeito, faz as mesmas coisas, mas as pessoas têm mais condição hoje em dia.
Agora, o mais comum são questões psicológicas, ansiedade , depressão .
A gente vê muita pessoa com depressão.
Isso mais hoje.
Porque em 2005, 2006 era fome, era falta de trabalho, era escola que não tinha, porque esse território aqui foi invadido originalmente.
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