Datafolha: apenas 10% dos brasileiros conhecem ou já ouviram falar de DPOC
Somente 10% dos brasileiros conhecem ou já ouviram falar sobre a doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) , enquanto apenas 3% sabem o significado da sigla.
Os dados são de uma pesquisa realizada pelo Datafolha em parceria com a farmacêutica GSK que ouviu mais de 2 mil pessoas em todas as regiões do país sobre saúde respiratória.
O levantamento teve também um módulo específico para pacientes, com 213 participantes diagnosticados com asma , DPOC ou rinossinusite com pólipos nasais.
Entre os pacientes com DPOC, 42% levaram mais de três anos entre o início dos sintomas e o diagnóstico, 11% afirmaram não fazer nenhum tipo de tratamento atualmente e 18% tratam apenas quando têm sintomas ou crises.
“ A DPOC é uma doença progressiva, mas tratável .
A escassez de conhecimento faz com que os primeiros sinais, como tosse matinal e cansaço progressivo, sejam ignorados por anos.
Quando a pessoa finalmente procura atendimento, a função pulmonar já pode estar comprometida.
Precisamos desmistificar a DPOC e engajar as pessoas na manutenção do tratamento contínuo”, alerta José Eduardo Delfini Cançado, professor de pneumologia da Santa Casa de São Paulo.
A DPOC é apontada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como a terceira principal causa de morte no mundo, causando mais de 3 milhões de óbitos por ano.
Afinal, o que é DPOC? A DPOC é uma doença respiratória crônica caracterizada pela inflamação crônica das vias aéreas (bronquite crônica) e pela destruição dos septos interalveolares (e nfisema pulmonar ), que limitam o fluxo de ar nos pulmões .
Pode estar associada a fatores como: tabagismo ativo e passivo; poluição atmosférica; exposição ocupacional a micropartículas; fatores genéticos e desenvolvimento pulmonar anormal.
Os principais sintomas são cansaço persistente, falta de ar progressiva aos esforços, tosse crônica e produção de catarro.
Embora não tenha cura, a DPOC pode ser controlada com medicamentos, reabilitação pulmonar e oxigênio, quando necessário.
Parar de fumar, manter as vacinas em dia e praticar atividade física regularmente também são medidas essenciais no tratamento.
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