Ações da Hapvida (HAPV3) desabam mais de 20%, com dados do 2º trimestre piores que o esperado
As ações da Hapvida (HAPV3) tombam mais de 20% no pregão desta quinta-feira (13), na B3, depois de a operadora de planos de saúde divulgar um balanço do segundo trimestre que frustrou as expectativas do mercado.
A piora da sinistralidade, o aumento dos gastos relacionados à judicialização e a queima de caixa estão entre os principais pontos de preocupação levantados pelos analistas.
No segundo trimestre, a Hapvida teve lucro líquido ajustado de R$ 12,5 milhões, queda de 98,5% em relação ao mesmo período de 2025.
Sem os ajustes, a companhia registrou prejuízo de R$ 217 milhões, 5,5% maior na comparação anual.
O Ebitda ajustado, indicador que mede a geração operacional de caixa, caiu 44,3%, para R$ 504,4 milhões.
A margem Ebitda recuou 5,5 pontos percentuais, para 6,3%.
Para Itaú BBA, J.P.
Morgan e Citi, os resultados vieram abaixo das expectativas.
Embora os bancos apresentem pequenas diferenças no cálculo do Ebitda ajustado, todos apontam uma combinação semelhante de problemas: custos médicos maiores, aumento das despesas judiciais e pior geração de caixa.
A sinistralidade — parcela da receita dos planos consumida pelos gastos com atendimento aos beneficiários — ficou em 75,2%, alta de 1,3 ponto percentual em um ano e de 3 pontos percentuais em relação ao primeiro trimestre.
A Hapvida atribuiu a piora trimestral, entre outros fatores, ao maior volume de procedimentos realizados no início do ano e faturados posteriormente e ao avanço da judicialização.
Segundo a companhia, somente os sinistros judiciais aumentaram R$ 37,4 milhões em relação ao primeiro trimestre.
O Itaú BBA chama atenção especialmente para a retomada dos depósitos judiciais, que chegaram a R$ 350 milhões no trimestre.
Para os analistas do banco, a combinação entre esse aumento e a queda do Ebitda torna mais difícil estimar qual será a rentabilidade da Hapvida em condições normalizadas.
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