O que está por trás do tombo de 2% do Ibovespa?
O Ibovespa ( IBOV ) perde mais de 4,1 mil pontos e opera no menor nível desde meados de junho, em um dia marcado pela agenda macroeconômica.
Por volta de 14h20 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira bateu a mínima intradia, aos 167.973,30 pontos (-2,44%) .
O iShares MSCI Brazil ( EWZ ), que é um fundo de índice ( ETF , na sigla em inglês) negociado na Bolsa de Nova York ( NYSE ) que replica o desempenho do mercado acionário brasileiro — e que também opera influenciado por fatores externos –, caía 3,05%, a US$ 34,12, no mesmo horário.
A piora do mercado local tem por trás o aumento da percepção de ‘risco Brasil’. “No contexto atual, com a maior dependência do Ibovespa de fluxo estrangeiro e o cenário geopolítico incerto, o mercado doméstico tem se mostrado particularmente sensível ao noticiário”, afirmou Luca Girardi, analista de investimentos da Nomad.
Parte da aversão a risco deve-se a perspectiva mais pessimista do JP Morgan sobre o país. O banco rebaixou a recomendação para o mercado brasileiro de o verweight (exposição acima da média, equivalente à compra) para market perform (equivalente à neutra).
O banco também cortou a projeção para o Ibovespa no final de 2026 de 190 mil pontos para 185 mil pontos, o que equivale a um potencial de alta de 7,5% frente aos níveis atuais.
Além disso, as eleições começaram a fazer preço no mercado. A Pesquisa CNT/MDA para a eleição presidencial 2026 , divulgada nesta terça-feira, aponta o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 42,4% das intenções e votos e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), com 28,7% no primeiro turno.
No levantamento anterior, de junho, o presidente obteve 41,8% e o senador atingia 28,2%. A vantagem saiu de 13,6 pontos para 13,7 pontos porcentuais.
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