WhatsApp, Facebook e Instagram: acordo da Meta nos EUA muda algo no Brasil?
A Meta , dona de redes sociais como Facebook e Instagram, firmou um acordo histórico com estados americanos na quarta-feira (26).
A big tech vai pagar até US$ 17,1 bilhões (aproximadamente R$ 88 bilhões) em multas para encerrar processos judiciais sobre o impacto viciante e nocivo das suas plataformas entre crianças e adolescentes.
A empresa de Mark Zuckerberg também vai ter que mudar mecanismos e recursos das suas redes.
O acordo determinou a imposição de limite diário de duas horas de uso no Instagram e no Facebook para adolescentes, além do bloqueio entre meia-noite e seis horas da manhã, por exemplo.
“Este acordo inaugura a era da responsabilização das plataformas digitais”, analisa Kenneth Corrêa, especialista em inteligência artificial (IA) e tecnologias emergentes, em entrevista ao Olhar Digital .
O acordo firmado pela Meta com procuradores-gerais não significa admissão de culpa.
Só evita que a empresa seja condenada na Justiça.
Neste primeiro momento, o acordo impacta como se usa redes sociais apenas nos Estados Unidos.
Nesta matéria, o Olhar Digital te explica isso e o que deve mudar no Brasil.
Acordo da Meta: o que muda nos EUA e o que pode acontecer no Brasil As principais mudanças previstas no acordo , que vão começar a valer nos EUA, são: Exclusão de crianças (início daqui um ano): modelos de IA vão detectar e deletar perfis de usuários menores de 13 anos de idade; Verificação de idade obrigatória (um ano para implementação): sistema para verificar a idade dos usuários (será testado anualmente por uma entidade independente); Reforço de privacidade (início daqui a seis meses): dados de verificação de idade não poderão ser usados para publicidade ou marketing; e serão apagados imediatamente após a idade do usuário ser determinada (metadados necessários para a integridade do sistema serão mantidos); Opções de feed (início daqui a quatro meses): adolescentes poderão definir como padrão um feed no estilo “For You” do TikTok ou um feed que organiza o conteúdo em ordem cronológica de publicação; Exclusão do número de curtidas (início daqui a seis meses): adolescentes não poderão visualizar o número de reações ou curtidas (likes) nas postagens de outros usuários; Proibição de filtros de beleza (início daqui a seis meses): fica proibida a aplicação de filtros de procedimentos estéticos e efeitos de realidade aumentada que mudem traços faciais de maneira irrealista; Limitação da reprodução automática (início daqui a seis meses): adolescentes e seus pais ou responsáveis poderão desativar o “autoplay” no Instagram.
A Meta, de Mark Zuckerberg, firmou acordo para evitar condenação na Justiça americana – Imagem: FotoField/Shutterstock Também vale citar mudanças relacionadas à gestão do tempo de uso das redes sociais da Meta.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em olhardigital.com.br — o conteúdo pertence a Olhar Digital.