Polícia Civil reúne provas para investigação federal sobre ônibus em Salvador
A Polícia Civil da Bahia realizou, neste domingo, 25, uma operação de fiscalização em garagens de empresas de ônibus de Salvador para verificar o cumprimento de uma determinação do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA).
A medida judicial exige a circulação integral da frota de transporte coletivo da capital durante o segundo turno das eleições de 2026.A ação ocorre em meio à fiscalização de possíveis irregularidades na oferta de ônibus aos eleitores.
Para acompanhar a movimentação nas garagens, os policiais utilizam drones e recursos de inteligência.As diligências acontecem em oito bairros da capital baiana: Pirajá, Campinas de Pirajá, Caminho de Areia, Praia Grande, Granjas Rurais, Barros Reis, Santa Mônica e San Martin.Polícia usa drones para monitorar garagensA operação reúne equipes de diferentes departamentos da Polícia Civil, incluindo o Departamento de Polícia Metropolitana (Depom), além do Departamento de Polícia Técnica (DPT).O trabalho também conta com o apoio da Coordenação de Inteligência Cibernética do Departamento de Inteligência Policial (DIP), responsável pelo acompanhamento de movimentações suspeitas relacionadas a possíveis crimes eleitorais.Segundo a Polícia Civil, a fiscalização foi organizada após o acionamento das autoridades de segurança pública.
O secretário da Segurança Pública da Bahia, Marcelo Werner, e integrantes da cúpula da corporação se reuniram com dirigentes dos departamentos operacionais para definir as estratégias de atuação.
Material será encaminhado à Polícia FederalAs informações reunidas durante as diligências, incluindo eventuais depoimentos e registros de irregularidades, serão encaminhadas à Polícia Federal, que ficará responsável pelo prosseguimento da investigação.Além das inspeções presenciais, a Secretaria da Segurança Pública acompanha ações de inteligência e monitoramento digital para identificar possíveis práticas de crimes eleitorais.Até a divulgação das informações, a Polícia Civil não havia informado se foram constatados descumprimentos da decisão judicial ou se houve responsabilização de empresas de transporte.
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