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Romanos fizeram vidro que muda de cor há 1,6 mil anos. Agora, cientistas aprenderam a reproduzi-lo

Galileu ·
Romanos fizeram vidro que muda de cor há 1,6 mil anos. Agora, cientistas aprenderam a reproduzi-lo

Imagine uma taça que parece verde quando observada sob determinada iluminação, mas se torna vermelha quando a luz atravessa o vidro.

Embora pareça uma invenção moderna, essa tecnologia já era utilizada pelos romanos há cerca de 1.600 anos.

Agora, pesquisadores da Universidade de Sheffield, no Reino Unido, conseguiram reproduzir o efeito utilizando materiais que estavam disponíveis na Antiguidade.

A descoberta foi inspirada na Taça de Licurgo, um cálice romano produzido no século 4 e que integra o acervo do Museu Britânico desde 1958.

A peça é considerada um exemplo impressionante da habilidade dos artesãos romanos em trabalhar com vidro.

O objeto apresenta uma coloração verde opaca quando a luz é refletida em sua superfície.

No entanto, quando iluminado por trás, adquire uma tonalidade avermelhada.

Essa característica intrigou cientistas durante décadas, que buscavam compreender e reproduzir a técnica utilizada em sua fabricação.

Além do efeito visual, a taça apresenta cenas da mitologia greco-romana.

Sua decoração retrata Dionísio, o deus do vinho, punindo Licurgo, um rei da Trácia que se opôs ao seu culto, ao prendê-lo em videiras.

A Taça de Licurgo apresenta diferentes colorações dependendo da iluminação British Museum Collection/Wikimedia Commons O segredo por trás da mudança de cor Como aponta a revista Smithsonian, a explicação para o fenômeno está em uma espécie de nanotecnologia desenvolvida pelos antigos romanos.

Acredita-se que os artesãos tenham incorporado nanopartículas de ouro e prata ao vidro, criando um material conhecido como vidro dicroico, capaz de apresentar cores diferentes dependendo da maneira como interage com a luz.

Essas partículas metálicas são muito menores do que os comprimentos de onda da luz visível e conseguem interferir na passagem e na dispersão de determinadas cores.

Quando a luz atravessa o vidro, as nanopartículas de ouro e prata bloqueiam as tonalidades azuis e verdes, permitindo a passagem principalmente das cores vermelha e laranja.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em revistagalileu.globo.com — o conteúdo pertence a Galileu.

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