Pai conta como descobriu que filha se automutilava em desafios no Discord
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A notícia do suicídio de uma menina de 13 anos no mês passado, transmitido ao vivo na rede social Discord, chocou o Brasil.
Mas ela calou ainda mais fundo no peito de um pai que salvou a filha, então um ano mais nova do que a vítima de Naviraí (MS), de um ciclo de automutilações induzidas por usuários da plataforma.
“Fiquei chocado, porque minha filha podia ter chegado a esse fim”, diz Paulo Zsa Zsa, pseudônimo adotado pelo pai, que contou sua história familiar no livro Aconteceu com minha filha (Geração Editorial, 2025).
“Essa menina tinha mais ou menos a idade que ela tinha quando começaram a aparecer os primeiros sinais.” Saiba as últimas notícias de Curitiba e Paraná: entre na comunidade do Bem Paraná Paulo, que é pai solo, conta que o primeiro sinal de alerta veio num passeio de barco com a filha e amigos da família.
“Uma amiga notou que tinha alguns cortes no corpo da minha filha, escondidos por debaixo daquela blusa de proteção UV”, lembra.
“E, de noite, ela me liga e diz: ‘Olha, Paulo, eu acho que a Júlia está se cortando’.” Passado o choque inicial com a informação, Paulo questionou a filha.
“Fui ao quarto dela e perguntei: ‘Minha filha, você está se cortando?’.
Ela ficou parada, sem nenhuma reação ou negação.
Então, pedi a ela: ‘Você pode me mostrar?’.
E aí, a virilha estava toda mutilada.” Paulo conta que perguntou à filha por que ela estava fazendo aquilo, e a menina disse que não sabia.
“Esse foi o grande choque que eu tive na minha vida, mas então eu não sabia que isso tinha a ver com desafios, com internet, com o Discord.” * UM CELULAR PARA CURAR A SOLIDÃO Paulo conta que cria a filha sozinho desde que ela era pequena, e que percebia que a menina era introspectiva, não se misturava com as outras e se sentia excluída.
“Eu me lembro de participar daquelas festividades que têm na escola, e me doía muito no coração quando eu via as outras meninas em turminhas e ela sempre escanteada”, lembra.
Nesses encontros, Paulo via as outras crianças utilizando o celular.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.bemparana.com.br — o conteúdo pertence a Bem Paraná.