Dados são o oxigênio da inteligência artificial, acredita Newton Ide, CEO da Leega
Aos 17 anos, Newton Ide ainda não sabia, como a maioria dos jovens dessa idade, qual carreira seguir.
Terminou o ensino médio cedo e entrou na faculdade de Educação Física no mesmo ano.
Formou-se aos 20 anos, chegou a passar no vestibular de Fisioterapia e já cogitava seguir carreira na área quando um conselho do pai mudou o rumo de sua vida.
Seu pai recomendou que ele seguisse o caminho da tecnologia.
A sugestão era ingressar no que, na época, se chamava processamento de dados, o embrião da atual tecnologia da informação (TI).
Foi assim que Ide, hoje CEO da Leega, empresa de 16 anos de mercado especializada em dados, cloud computing e inteligência artificial (IA), começou uma trajetória que ele próprio define como “inusitada”.
Depois da Educação Física, formou-se em processamento de dados e hoje concentra a atuação da Leega na estruturação de dados como base para projetos de IA.
O início da carreira de Ide em tecnologia se deu como estagiário na Unisys, onde permaneceu por dois anos rodando em diferentes indústrias e conhecendo de perto a operação de clientes, uma prática que, segundo ele, foi uma boa base para sua visão de negócios atualmente.
Ao final do estágio, sem efetivação, distribuiu currículos e foi trabalhar em Ribeirão Preto, onde atuou seis meses em uma universidade antes de retornar a São Paulo para uma das empresas do grupo Votorantim, a Companhia Brasileira de Alumínio (CBA).
Foi na CBA que Ide aprendeu, na prática, um princípio que carrega até hoje e repassa à sua equipe: conhecer profundamente o negócio do cliente antes de propor qualquer solução tecnológica.
“Não adianta ser um profissional que fica na superfície.
Quem conhece mais o negócio está à frente”, resume.
Um convite de uma consultoria de software de banco de dados o tirou da CBA.
Anos depois, quando essa consultoria decidiu abandonar a prestação de serviços, ele e colegas de trabalho se uniram para continuar atendendo os clientes que ficariam “órfãos”.
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