Falta de ônibus em Salvador foi premeditado? Advogado explica
A redução da frota de ônibus em Salvador durante o segundo turno das Eleições 2026 levanta questionamentos sobre uma possível interferência no direito ao voto.
Em entrevista ao portal A TARDE, o advogado eleitoralista Luis Vinicius Aragão afirmou que a situação chama a atenção pela possível atuação deliberada na retirada dos coletivos de circulação e questionou a conduta do secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza, que estava fora do país durante o episódio.A hipótese de premeditação, porém, é uma avaliação do advogado e depende de apuração pelas autoridades.Advogado aponta possível crime eleitoralSegundo Aragão, criar obstáculos intencionais para impedir ou dificultar o comparecimento de eleitores às urnas pode configurar crime eleitoral.
“Criar obstáculos para o exercício do voto pelo eleitor constitui crime, segundo o Código Eleitoral.
Pode ser punido de 4 a 6 anos.
Para isso tem que se apurar a intenção dolosa de prejudicar intencionalmente o comparecimento do eleitor às urnas”, declarou.O advogado também criticou a redução dos coletivos durante a manhã e parte da tarde.
“O que aconteceu em Salvador foi uma retirada deliberada da frota de circulação, principalmente no horário de todo horário da manhã e de parte do horário da tarde.
E, ainda assim, ao que parece, depois de regularizado, a frota não entrou toda em circulação”, afirmou.
Prorrogação da votação foi excepcionalAragão também avaliou a decisão de prorrogar o horário de votação em razão dos problemas de transporte registrados na Bahia e em outros estados.
“A prorrogação do horário de eleição é um expediente excepcionalíssimo”, disse.
Segundo o advogado, a medida foi fundamentada nas dificuldades de deslocamento dos eleitores diante da redução ou supressão do transporte público em diferentes municípios.Ele citou ocorrências em Salvador, Ilhéus, Tremedal e Feira de Santana, na Bahia, como exemplos de localidades onde, segundo seu relato, houve problemas na oferta de transporte durante o pleito.Advogado defende segurança das urnas eletrônicasDurante a entrevista ao portal A TARDE, Luis Vinicius Aragão também defendeu o sistema eletrônico de votação e criticou a possibilidade de retorno ao voto em cédulas de papel.
Para o advogado, esse modelo representa um retrocesso e pode abrir espaço para fraudes tanto no momento da votação quanto durante a contabilização dos resultados.“Jamais.
A votação em papel não é a melhor opção.
Ao contrário, a urna de papel permite fraudes eleitorais, seja no momento em que o voto está sendo depositado, seja no momento em que o voto é transferido para o mapa eleitoral, que é a prática do mapismo”, afirmou.Aragão citou episódios históricos de disputas eleitorais para defender a manutenção do sistema eletrônico.
“A urna de papel é um retrocesso.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em atarde.com.br — o conteúdo pertence a A Tarde.