Operação mira policiais penais e empresários por esquema de corrupção no PR
O MPPR (Ministério Público do Paraná) deflagrou, nesta quinta-feira (3), uma operação contra um esquema criminoso envolvendo policiais penais e empresários suspeitos de recebimento de propinas de pessoas presas em troca da concessão indevida de benefícios na execução penal em Londrina.
Ao todo, foram cumpridos 15 mandados de busca e apreensão contra seis empresários e oito policiais penais que ocupam importantes posições na estrutura do sistema prisional, incluindo um ex-diretor-geral do Deppen e ex-presidente do Conselho da Comunidade de Londrina e um ex-chefe de Inteligência do Deppen.
As medidas judiciais foram autorizadas pela 2ª Vara Criminal de Londrina e visam reunir novos elementos sobre a atuação dos investigados, extensão do esquema e esclarecer a origem e a destinação dos recursos movimentados.
Foram apreendidos equipamentos eletrônicos, documentos e R$ 87,5 mil em espécie durante o cumprimento dos mandados.
Segundo os agentes, do total, R$ 45 mil foram encontrados na residência de um dos alvos, R$ 24,5 mil na casa de outro e R$ 18 mil na residência de um terceiro.
Leia Mais Influencer Deolane Bezerra é presa em operação contra o PCC em SP Deolane Bezerra seria associada ao PCC desde 2022, diz Gakiya à CNN Polícia diz que Deolane abriu 35 empresas fantasmas A ação ocorre por meio do núcleo de Londrina do Gepatria (Grupo Especializado na Proteção do Patrimônio Público e no Combate à Improbidade Administrativa) e conta com apoio da Polícia Civil.
Até o momento, uma pessoa foi presa em flagrante por porte de arma de fogo.
Propinas de detentos O MP afirmou que as apurações tiveram início a partir de denúncias anônimas e avançaram com a análise de dados obtidos por meio de quebras de sigilo bancário e fiscal .
Os investigados estariam supostamente envolvidos em duas principais frentes do esquema.
A investigação aponta que eles recebiam propinas de detentos em troca de concessões de benefícios na execução penal , além de atuarem no direcionamento fraudulento de contratações realizadas pelo Conselho da Comunidade de Londrina .
Conforme o MP, os policiais penais teriam movimentado valores milionários incompatíveis com seus rendimentos lícitos , além de terem recebido repasses injustificados de outros investigados e de empresas fornecedoras.
A investigação mostra que os policiais atuavam no Creslon (Centro de Reintegração Social de Londrina), no Deppen (Departamento de Polícia Penal do Estado do Paraná) e no Conselho da Comunidade de Londrina.
A esposa de um dos agentes públicos, apontado pela investigação como principal beneficiário do esquema, também é investigada.
Fraudes em contratações Segundo o MP, o esquema ainda envolve supostas fraudes em contratações realizadas pelo Conselho da Comunidade de Londrina .
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