Braskem (BRKM5) vira campo de batalha: MP questiona processo e credores exigem que Petrobras (PETR4) e IG4 paguem parte da conta
A recuperação extrajudicial da Braskem (BRKM5) , que busca reestruturar US$ 11 bilhões em dívidas, vem com desafios igualmente volumosos.
A renegociação desses créditos, grande parte na mão de investidores estrangeiros por meio de bonds emitidos no exterior, enfrenta resistência dos credores e até questionamentos do Ministério Público de São Paulo.
Os credores da gigante petroquímica estão exigindo aportes bilionários dos acionistas controladores, a Petrobras e a IG4 , do fundo Shine I FIP, segundo informações da Bloomberg.
Segundo a agência, um grupo de credores têm exigido que os controladores se comprometam a colocar mais capital na empresa em dificuldades.
Ao mesmo tempo, esses detentores de títulos de dívida não estão dispostos a aportar dinheiro novo: uma proposta anterior da Braskem sugeria que os credores colocassem US$ 2 bilhões na empresa para permitir a recompra de dívidas e melhorar o capital de giro, diz a Bloomberg.
Até o Ministério Público começou a questionar o processo de recuperação da petroquímica.
O Ministério Público de São Paulo (MPSP) recomendou à Justiça a suspensão de novos aportes e desembolsos relacionados à Braskem Idesa, no México, segundo informações na imprensa.
A Braskem estava preparando um aporte de US$ 476 milhões em sua subsidiária, que entrou com pedido de Chapter 11 nos Estados Unidos em agosto .
Os aportes podem chegar a US$ 800 milhões.
Os credores, que têm cerca de US$ 7 bilhões em bonds emitidos pela Braskem, questionaram essa injeção, afirmando que poderia prejudicar a própria situação financeira da brasileira.
A promotoria afirmou que não há ainda indícios de esvaziamento do patrimônio da petroquímica, mas que o risco justifica uma medida cautelar suspendendo a operação por ora, segundo o documento enviado à 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo, ao qual Neofeed e Broadcast tiveram acesso.
Braskem corre contra o tempo para costurar plano de reestruturação Quando a companhia protocolou sua recuperação extrajudicial, em agosto, ela tinha adesão de apenas 39,6% dos seus credores.
Agora, ela tem um prazo de 90 dias, até 22 de novembro, para apresentar um plano de recuperação atualizado aos credores.
Já em agosto, a empresa afirmou que esse plano atualizado poderia incluir medidas como: Correção e alongamento da dívida atual Eventual aporte e suporte de liquidez dos principais acionistas de referência da companhia Compromisso dos acionistas da companhia ou de terceiros de garantir capital à Braskem Possível capitalização de parte dos créditos sujeitos à renegociação.
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