Estúdio Anacã nasceu para tornar exercício mais prazeroso, diz fundadora
Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× O Estúdio Anacã nasceu como um contraponto à forma mecânica e competitiva de se exercitar nas academias, afirma a fundadora Ana Maria Diniz no Divã de CNPJ , do Canal UOL . Na entrevista, ela destacou que a proposta é oferecer uma atividade física agradável e lúdica por meio da dança.
Segundo ela, desde o início a intenção foi não funcionar como uma escola voltada à formação profissional, mas oferecer a dança como uma forma prazerosa de exercício. Depois da pandemia, Diniz diz que o senso de comunidade se fortaleceu e define a dança como "quase que um remédio, um antídoto" para questões de saúde mental.
A gente se propôs, desde o começo, não ser uma escola de formação. A gente já nasceu com essa proposta, há 16 anos, de ser uma escola que trouxesse o prazer de movimentar o corpo, o prazer de fazer um exercício. Naquele momento, em 2010, todo mundo ia para a academia, aquela coisa mais mecânica, um pouco competitiva, e a gente queria fazer um contraponto: você pode se exercitar, movimentar o seu corpo de uma forma saudável, até ajudar a definir o seu corpo, mas através do exercício lúdico. A dança, além de trabalhar o corpo, trabalha a mente. Eu falo que ela também trabalha a alma. Ana Maria Diniz
Há cerca de dois anos, o projeto também ganhou o Anacã Música, com aulas de canto, instrumentos, coral e banda. Para a fundadora, a iniciativa amplia a experiência artística e complementa a dança com novas formas de expressão.
Depois da pandemia, a gente começou a sentir esse senso de comunidade muito mais forte. Em 2021, quando a gente pôde reabrir, as pessoas voltaram de uma forma muito forte. Eu acho que hoje a dança é, sim, quase que um remédio, um antídoto pra essa questão da saúde mental. Tem milhares de depoimentos de como as pessoas ficaram antes e depois de estar participando dessa comunidade. Ana Maria Diniz
Diniz destaca a convivência criada em torno das atividades: "A gente tem mulheres que passam lá quatro, cinco horas por dia", relata. Algumas fazem uma aula, tomam café com amigas e depois participam de outra atividade. Para ela, esse senso de comunidade é algo de que a sociedade precisa diante da crescente presença das telas no cotidiano.
A gente lançou com essa proposta de ser para todos: para mulheres mais velhas que nunca tinham dançado, para resgatar aquelas que antigamente tinham dançado e tinham parado, para criança, para adolescente. Esse posicionamento de que todos podem dançar foi muito importante para o nosso negócio dar certo. Ele se colocou num lugar de referência, mas sem esse rigor da formação clássica. Ana Maria Diniz
Ao explicar o modelo, a empresária afirma que a escola não exige a trajetória tradicional de anos de balé clássico antes de avançar para modalidades como jazz e dança contemporânea. Para ela, abrir espaço para diferentes corpos e idades ajudou a consolidar o estúdio como referência.
Novos episódios do videocast sobre empreendedorismo apresentado por Facundo Guerra ficam disponíveis às quintas no Canal UOL na TV, no YouTube e nas plataformas de áudio. Assista ao programa completo com Ana Maria Diniz, do Estúdio Anacã:
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