Ele comprou jato para levar cirurgia de endometriose a quem não pode viajar
Um médico paranaense encontrou na aviação uma forma de facilitar o atendimento a mulheres que precisam de tratamento especializado para endometriose, mas que vivem longe dos principais centros médicos. Em vez de depender do deslocamento das pacientes, Igor Chiminacio viaja com uma equipe multidisciplinar para realizar procedimentos em outras cidades do país em um jato comprado por ele já com foco em realizar essa ação.
A iniciativa, chamada EndoAir, transporta profissionais de diferentes especialidades até cidades onde ficam os hospitais onde as cirurgias são realizadas. A ideia é manter o mesmo grupo de trabalho, acostumado a atuar em conjunto em procedimentos de maior complexidade, mesmo quando os atendimentos ocorrem longe da base habitual do médico.
O EndoAir é um jato executivo CJ1, um avião do modelo Cessna CitationJet que pode atingir aproximadamente 700 km/h e voar a cerca de 12,2 km de altitude. A aeronave pode operar em pistas relativamente curtas, características que facilitam viagens entre diferentes localidades e cidades menores, longe dos grandes centros e, consequentemente, de aeroportos maiores e mais estruturados.
O avião está registrado em nome da clínica da qual Chiminacio é sócio. A aeronave é comandada pelos pilotos Marcos Pinho e Gustavo Garbim.
A equipe reúne o cirurgião do aparelho digestivo João Francisco Petry, a anestesista Thayse Cormanique Kayser, o médico clínico e intensivista Guilherme Benfatti e a instrumentadora Eloísa Vendramin, além do próprio Chiminacio. Os custos do deslocamento são do próprio médico, que mantém, além dessa equipe, cirurgiões e profissionais de sobreaviso .
Segundo o médico, esse quadro é fundamental em caso de cirurgias de endometriose profunda, já que costumam estar envolvidas estruturas como intestino, bexiga, ureteres e nervos da pelve. Nesses casos, diferentes especialidades podem precisar atuar durante o mesmo procedimento.
Segundo Chiminacio, viajar com profissionais que já trabalham juntos permite manter a integração da equipe nos atendimentos realizados fora de sua base habitual.
Os voos também são realizados para acompanhar pacientes, principalmente no pós-operatório. Em média, os deslocamentos são feitos a cada dez dias para regiões onde há rede conveniada para que a equipe possa realizar os procedimentos.
O modelo escolhido, um jato Cessna Citation CJ1, tem como operador a empresa Cismed, pertencente a Chiminacio. A aeronave foi comprada em julho de 2025 pelo valor de R$ 12,5 milhões.
O avião pode ser operado com apenas um piloto, e ainda pode levar até sete passageiros a bordo. Fabricada em 2023, a aeronave tem peso máximo de decolagem de 4,8 toneladas.
Sua distância de ponta a ponta da asa é de 14,3 metros, enquanto seu comprimento é de 13 metros e altura de 4,2 metros.
Em 1º de outubro, a equipe realizou uma cirurgia em uma paciente de 41 anos, moradora de Teresópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em economia.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Economia.