Ele convida o mundo todo a ser vegano — e de um jeito diferente
Matthew Halteman não nasceu nem cresceu vegano .
Pelo contrário, sua família mantinha a tradição de banquetes regados a carnes.
Mas, instigado por leituras, experiências de vida e um novo olhar para a natureza, ele se converteu.
Não só: filósofo de formação, decidiu expandir os horizontes do que é evitar o sofrimento animal , uma das balizas do veganismo.
Para ele, todos nós carregamos a “ética do jardim de infância” que nos orienta sobre o que é certo e errado, a mesma bússola por trás da ideia de que todos somos veganos em potencial.
Professor da Universidade Calvin, nos EUA, Halteman lançou no Brasil o livro Animais Belos e Famintos (Vestígio) , que, muito mais do que tentar convencer as pessoas a compartilharem desse estilo de vida mais sustentável ao planeta, estende um convite para revermos conceitos e hábitos, partindo de duas premissas essenciais: tornar-se vegano é uma jornada individual (mas também coletiva) e, em vez do sofrimento, é preciso colocar em evidência o potencial de florescimento dos outros animais. <span class="hidden">–</span> Capa: Vestígio/Reprodução Confira a entrevista exclusiva a seguir.
VEJA SAÚDE: Qual é o maior desafio para se tornar vegano hoje? Matthew Halteman: A imaginação é a peça que falta.
A maioria de nós já deseja profundamente um mundo vegano, em que a saúde física, a coerência emocional, a justiça social para todos os seres sencientes, a adesão intelectual aos melhores argumentos filosóficos e à pesquisa científica e a vida em um planeta belo e habitável sejam o novo normal.
Continua após a publicidade O desafio é expandir nossa imaginação coletiva para que possamos ver a verdade, a beleza e a bondade do mundo que todos já desejamos — irradiando de escolhas cotidianas tão simples quanto a comida que ingerimos.
Sem imaginação, a “palavra com V” desperta medo, e encaramos a adoção do veganismo como um dever moral imperioso que ameaça nos privar da saúde, do prazer, da segurança e do sentimento de pertencimento proporcionados pelos nossos hábitos tão estimados.
O segredo é mudar o foco do medo para a curiosidade, saindo de uma postura defensiva, voltada ao passado e angustiada com obrigações, para uma postura curiosa e voltada ao futuro, imaginando as belas oportunidades criadas por atitudes veganas.
Trata-se de uma mudança de olhar e postura muito além do próprio umbigo, não? É uma jornada em busca de justiça e alegria para todas as criaturas, que cultiva uma convivência harmoniosa com diferentes partes de nós mesmos, com nossos vizinhos humanos e com nossos irmãos animais.
Cultivar a gratidão une nossas vidas interior e exterior, convidando-nos a descobrir nossos papéis únicos na transformação do mundo.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em saude.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja Saúde.