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Por que Buzeira estava preso? Justiça concede habeas corpus a influenciador

UOL Notícias ·
Por que Buzeira estava preso? Justiça concede habeas corpus a influenciador

A Justiça Federal concedeu habeas corpus ao influenciador Bruno Alexssander Souza Silva, o Buzeira , e ele deve deixar a prisão após cerca de dez meses, segundo a defesa.

Quinta Turma do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3) concedeu duas ordens de habeas corpus, segundo a defesa. O advogado Eugênio Malavasi disse em vídeo publicado no Instagram que os pedidos foram apresentados por ele e pelo sócio, Lucas Ruivo.

Defesa afirma que Buzeira será solto com medidas cautelares no lugar da prisão. Em nota enviada ao UOL, Malavasi disse que a decisão prestigia o princípio constitucional da presunção de inocência.

Advogado diz que não vai comentar as acusações por causa do segredo de Justiça. "Os fatos objeto da denúncia oferecida pelo MPF em desfavor de Bruno serão devidamente esclarecidos no bojo do devido processo legal, de modo que a defesa se manifestará nos autos da ação penal no momento processual oportuno, deixando de tecer comentários a respeito das imputações que lhe são dirigidas, em respeito ao segredo de justiça."

UOL procurou a Justiça Federal para um posicionamento e aguarda retorno. A defesa informou que a soltura ocorrerá após a fixação das condições determinadas pela decisão.

Buzeira foi preso preventivamente em 14 de outubro de 2025, na Operação Narco Bet, da Polícia Federal (PF). A ação mirou um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao tráfico internacional de drogas e cumpriu 11 mandados de prisão e 19 de busca e apreensão em Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

A operação foi um desdobramento da Operação Narco Vela, voltada ao tráfico por via marítima a partir do litoral brasileiro. "É um desdobramento da Operação Narco Vela, que teve como foco a repressão ao tráfico de entorpecentes por via marítima a partir do litoral brasileiro", disse a PF.

Investigação indicou que o grupo usava criptomoedas, remessas internacionais e empresas de apostas eletrônicas para ocultar a origem do dinheiro. A PF disse que parte dos valores investigados foi direcionada a bets e que o grupo usava técnicas ?sofisticadas? para dissimular patrimônio.

Na oportunidade, Justiça determinou bloqueio de bens e valores que somam mais de R$ 630 milhões, segundo a PF. O objetivo, de acordo com a corporação, era descapitalizar a organização criminosa e reparar danos decorrentes das atividades investigadas.

Em novembro de 2025, o TRF3 negou por unanimidade um pedido de habeas corpus e manteve Buzeira preso. À época, ele estava no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Pinheiros, em São Paulo.

Relatora afirmou que a prisão estava fundamentada e tinha o objetivo de garantir a ordem pública. Na decisão, a desembargadora federal Raecler Baldresca apontou que Buzeira era investigado por suspeita de ligação com o PCC (Primeiro Comando da Capital) e por lavagem de dinheiro supostamente oriunda do tráfico internacional de drogas.

Decisão citou patrimônio de luxo 'incompatível' com a renda declarada e risco de interferência na apuração.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.

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