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Ministra diz que feminicídio é evitável e defende ampliar proteção às mulheres

Campo Grande News ·
Ministra diz que feminicídio é evitável e defende ampliar proteção às mulheres

A ministra substituta das Mulheres, Eutália Barbosa, afirmou nesta quinta-feira (20), durante visita à Casa da Mulher Brasileira em Campo Grande, que o feminicídio deve ser compreendido como o resultado extremo de um ciclo de violência e que o enfrentamento exige ações articuladas entre diferentes setores do poder público e da sociedade.

Segundo a ministra, a violência contra a mulher é um problema estrutural e global, que não pode ser tratado a partir de causas isoladas de cada caso.

Para ela, o feminicídio representa o “fim da linha” de um histórico de violência e exige medidas capazes de atuar na prevenção e na proteção das vítimas.

“Infelizmente a questão do feminicídio nós sabemos que é considerada um fim da linha de um ciclo de violência, de um histórico de violência que infelizmente as mulheres vivem”, afirmou.

Eutália defendeu uma atuação conjunta entre Executivo, Judiciário e Legislativo para enfrentar o problema.

Ela também citou a mobilização pela aprovação do projeto de lei que trata da misoginia, apontada pela ministra como uma das raízes da violência contra as mulheres.

“Nós estamos na luta para aprovação do PL da Misoginia, porque nós consideramos que a misoginia é a causa da violência contra a mulher”, disse.

Na avaliação da ministra, a violência contra a mulher deve ser compreendida como uma forma de crime de ódio e não como consequência de uma circunstância específica de cada relacionamento ou ocorrência.

Por isso, segundo ela, o enfrentamento precisa considerar o caráter estrutural do problema.

Casa da Mulher como instrumento de proteção - Durante a visita, Eutália destacou o papel da Casa da Mulher Brasileira de Campo Grande como equipamento de atendimento e proteção às vítimas.

A unidade de Mato Grosso do Sul foi a primeira Casa da Mulher Brasileira instalada no país.

Para a ministra, a existência de uma rede estruturada de atendimento é fundamental para evitar que mulheres em situação de violência sejam submetidas novamente a situações de exposição ou tenham de percorrer diferentes locais para buscar ajuda.

A Casa reúne serviços voltados ao atendimento das mulheres vítimas de violência, permitindo que diferentes demandas sejam encaminhadas dentro da própria estrutura.

Eutália ressaltou ainda que os registros de atendimento demonstram que a unidade exerce uma função de proteção.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.campograndenews.com.br — o conteúdo pertence a Campo Grande News.

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