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Agência de fair play no futebol lança padrão contábil para clubes

Poder360 ·
Agência de fair play no futebol lança padrão contábil para clubes

Modelo voluntário busca facilitar a fiscalização e a comparação entre contas; auditorias e publicação anual continuam obrigatórias

A Anresf (Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol) disponibilizou na 2ª feira (26.out.2026) um Plano de Contas Padrão e um Modelo de Demonstrações Financeiras Anuais para os clubes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro. A adoção dos documentos é voluntária. Leia a íntegra (PDF – 341 kB).

O objetivo é uniformizar a forma como os clubes organizam e apresentam seus balanços financeiros. Segundo a agência, o padrão permitirá comparar as contas das equipes com mais facilidade, já que hoje cada clube utiliza uma estrutura contábil própria.

Os documentos foram elaborados com a participação de um grupo de trabalho formado pelos próprios clubes e com o apoio de consultores contábeis especializados. Os modelos estão disponíveis na seção de regulamentos e normas do site da Anresf.

A agência recomenda que os clubes adotem os documentos já na elaboração das demonstrações financeiras do exercício de 2026. O prazo para entregar os balanços à Anresf e publicá-los nos sites dos clubes termina em 30 de abril de 2027.

O plano de contas foi desenvolvido em alinhamento com a plataforma digital da agência, utilizada pelos clubes para prestar informações financeiras. As contas padronizadas correspondem diretamente aos campos do sistema, o que, segundo a Anresf, deve simplificar o preenchimento, reduzir erros e inconsistências e diminuir a necessidade de ajustes posteriores.

A padronização também busca facilitar a análise de receitas e despesas com transferências de atletas, benefícios com pessoas relevantes e transações com partes relacionadas. Esses dados estão entre as informações que o regulamento da agência exige dos clubes.

Com uma estrutura comum, a Anresf espera facilitar a comparação dos resultados financeiros entre as equipes e ao longo dos anos. A medida também pode ajudar torcedores, credores, patrocinadores e investidores a analisar a situação econômica dos clubes.

Os modelos não alteram as regras do RSSF (Regulamento do Sistema de Sustentabilidade Financeira) nem criam novas obrigações. Clubes que já utilizam planos de contas próprios podem mantê-los e não sofrerão sanções por deixar de adotar os documentos recomendados.

Essas equipes, porém, continuam obrigadas a fornecer informações corretas, precisas e completas à agência e a preencher os dados exigidos na plataforma digital. Seus registros contábeis devem permitir identificar as informações previstas no plano padrão.

O modelo de demonstrações financeiras contempla 6 documentos: balanço patrimonial, demonstração do resultado do exercício, demonstração do resultado abrangente, demonstração dos fluxos de caixa, demonstração das mutações do patrimônio líquido e notas explicativas. As peças devem apresentar valores comparativos do exercício anterior.

O parecer da auditoria independente e o relatório da administração não fazem parte do modelo padronizado, mas continuam obrigatórios.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.poder360.com.br — o conteúdo pertence a Poder360.

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