Flávio acusa filho de Sarney de pressionar produtora a delatá-lo
Senador afirma que produtora do filme Dark Horse teria recebido promessa de imunidade e proteção para fazer colaboração premiada
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro , protocolou uma notícia-crime no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o empresário Fernando José Sarney , filho do ex-presidente José Sarney.
Na ação, o senador afirma que a produtora do filme Dark Horse , Karina Ferreira da Gama , foi procurada por Fernando Sarney e por um pastor, que teriam oferecido apoio jurídico e a promessa de imunidade em troca de uma delação premiada com conteúdo direcionado para prejudicá-lo.
Karina diz ter recusado a proposta. Em 10 de setembro, ela foi alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) , que encontrou um documento de quatro páginas no qual a produtora relata a pressão que estaria recebendo para delatar o senador.
O documento é uma declaração juramentada em que Karina conta ter sofrido abordagens de Fernando Sarney, de um pastor evangélico e de um jornalista.
Flávio sinaliza um possível crime de coação no curso do processo , pois, segundo ele, a produtora teria sido pressionada sob a promessa de evitar operações policiais caso aceitasse delatar o senador.
Natural do Maranhão, o empresário teria se apresentado a Karina como alguém que possui “grande proximidade com o ministro Flávio Dino” , relator de um dos inquéritos envolvendo a produção de Dark Horse .
“No dia 20 de maio de 2026, fui procurada pelo Dr. Fernando Sarney. Não o atendi naquela oportunidade, tendo o contato efetivamente ocorrido apenas no dia 22 de maio de 2026, às 9h07. Durante a conversa, o Dr. Fernando Sarney ofereceu-me apoio jurídico e afirmou possuir grande proximidade com o Ministro Flávio Dino . Na mesma ocasião, declarou que poderia me apoiar caso eu tivesse interesse em realizar uma ‘delação premiada’” , diz o documento.
“Diante da abordagem, não manifestei interesse em realizar colaboração premiada, pois não identificava — e continuo não identificando — qualquer razão para adotar tal medida. Minha posição sempre foi a de esclarecer os fatos mediante a apresentação dos documentos pertinentes e o regular exercício do direito de defesa” , aponta.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.